Este é o meu novo blog http://nemtudoeoqueparece.blogs.sapo.pt
Bem, como todas as coisas chegam ao fim , este blog também chegou.
Em breve voltarei cá, e colocarei o url do meu novo blog...
A vida é feita por etapas e esta é uma que acabou na minha vida; está na hora de iniciar outra.
Obrigado a todos os que contribuíram para este blog: a Professora Margarida Moreira que me incentivou a criá-lo, a todos os que o visitam, que o comentam, que gostam de o ler, àqueles que fazem da minha vida um sítio melhor, e a si que está agora a ler este post.
Não aqui mas noutro lugar, até breve.
Daniela Leal
Eu sempre gostei muito delas, e tinha a certeza que elas gostavam muito de mim.
Tinha tanta certeza disso que aos poucos parecia que estava a esquecer a minha vida, e a viver a delas. Mas, nunca me dei conta disso.
Quando éramos adolescentes, tive vários “namoricos” mas acabavam sempre, porque nenhum rapaz percebia o porquê de eu desmarcar os compromissos com eles para estar com elas!
Mas que complicados os rapazes!
Sempre cresci com elas... Desde as fraldas, às borbulhas, desde o primeiro namorado à primeira desilusão... Sempre, sempre com elas.
O problema é que o nosso grupo tinha um número ímpar de constituintes: três!
A minha avó sempre me dizia que “Três foi a conta que Deus fez” , e eu nunca percebi que ficava de fora nessa conta. Entendia perfeitamente o facto de quando era necessário algo a pares ficarem elas duas... Era normal. Para mim era.
Quando completamos dezoito anos, a Maria comprou o primeiro carro: um Fiat, azul-escuro, com estofos com um padrão axadrezado cinzento e azul claro.
Começaram as nossas primeiras saídas, e com elas as primeiras relações mais sérias.
Convenci-me a mim própria que não queria uma coisa dessas para mim, que a amizade que mantinha com elas chegava.
A Sílvia, decidiu casar aos vinte e dois anos.
Lembro-me como se fosse hoje : ela estava deslumbrante, vestida de branco, com o cabelo cheio de caracóis que lhe caíam sobre os ombros... A Igreja decorada com rosas cheirosas, dobradas que nem novelos, que ostentavam a beleza daquela união.
Era a relação perfeita.
Não fui a madrinha. A madrinha foi a Maria, como normal, eu entendi. Afinal eu entendia sempre.
Três anos mais tarde casou a Maria.
Levou-me a sua casa depois de casar, e deslumbrei-me: paredes forradas com o melhor bom-gosto, sofás a condizer, até os cortinados e os tapetes condiziam na perfeição.
Basicamente: era perfeito.
Durante os primeiros anos conseguíamos ir tomar cafés juntas, mas depois vieram os filhos, o cão, o canário, o periquito... Tudo isso que traz um casamento. E eu fiquei para segundo plano.
Mais uma vez entendi, como sempre. Não era amiga para servir de companhia, mas era amiga para receber as chamadas a ouvir os desabafos de amigas casadas e tristes.
Eu era a “solteira rebelde”! Eu vivia sozinha, tinha casa, carro, saía à noite e não tinha namorado ou companheiro.
Comecei a invejá-las... Elas tinham a vida perfeita e eu queria uma vida daquelas.
Um dia, estava eu a beber o meu último café do dia, no bar ao fundo da rua com aquelas paredes adornadas com músicos e bandas de anos 80´s, com mesas e sofás baixos e cheio de adolescentes amantes de rock. E claro, comigo mulher nos 30 anos sem mais vida para além daquilo...
Nesse dia vi o verniz estalar...
A Sílvia, uma das amigas perfeitas, com um casamento perfeito, a entrar no bar de mão dada... Mas, não com o marido dela.
Fiquei a observar de longe. No meu mundo onde as minhas amigas eram perfeitas as traições não podiam, nem pareciam existir.
Mas, isto não foi o pior!
O marido da Sílvia entrou nesse momento desvairado dentro do bar... Deu um estalo na Sílvia, e todo o bar começou a assistir àquela cena, e a intrometerem-se; o dono do bar chamou a polícia, que não tardava a aparecer e a levar o marido dela por desacato e agressão.
A Sílvia não levaram. Ainda não têm ordem para prender traidoras.
Ela não parecia triste, antes pelo contrário: estava ofendida por a terem tratado assim.
Ela era a vítima! A Sílvia foi sempre a vítima!
Dizem que uma desgraça nunca vem só, e não vem mesmo. De seguida, recebi um telefonema da mãe da Maria, a filha tinha-se viciado em álcool e o marido deixara-a.
Fui fria, eu sei que fui. Mas, não me preocupei minimamente.
Há dois anos que não me fazia uma única chamada, e a única vez que passara por mim, limitou-se a dar um daqueles sorrisos amarelos.
As minhas amigas, minhas companheiras, minhas irmãs, estavam na ruína. Há uns anos atrás depois disto, eu estaria arruinada também.
Mas, será que a vida acaba aos 30?
Não! 30 anos, parece-me uma boa idade para começar... Para “fazer o que ainda não foi feito”.
Renasci.
Mudei o look, procurei amigos, novo emprego, namorado...
Nunca mais ouvi falar delas, nem tão pouco me preocupei com isso; nunca mais pronunciei o nome delas.
Um dia, encontrei a Maria embriagada num bar.
Dizem que neste estado as pessoas dizem as verdades, e se calhar é assim. Ela sentou-se à minha frente a chorar desalmadamente e disse-me :
“Antes eu olhava para ti e tinha inveja de ti... Juntava-me à Sílvia porque ela era uma fracassada como eu, e eu não tinha coragem de ver o meu brilho desaparecer para ser atribuído a ti...
O tempo passou, e eu e a Sílvia tínhamos as relações perfeitas. Tu não. E eu aí, senti-me grande... Senti que pela primeira vez na vida, te havia ultrapassado, tinha aquilo que tu não tinhas... Eu própria me afundava todos os dias, pelos conselhos da Sílvia, que traía todos os dias o seu marido e não sentia remorsos.
Eu viciei-me no álcool porque nunca pude viver as minhas loucuras na idade devida. Sei também, que a minha mãe te ligou a dizer o meu problema e tu não fizeste caso... No teu lugar também não faria.
Hoje, olho para ti e vejo o quão perfeita és tu, e quão perfeita é a tua vida... Afastei-me de ti com medo que me ocultasses na tua sombra, e agora afoguei-me naquilo que parecia ser a imensidão da minha luz.
Sei que pensas que isto é coisa de quem está bêbeda e talvez seja... Mas, o que eu sei, é que na minha vida, nada ou quase nada fiz de certo...
Há quem numa noite vá mais longe que a vida toda, e este foi o meu momento. E digo-te isto porque “Amanhã é sempre tarde demais” .
Disse isto e adormeceu na mesa do bar.
Fiquei uns momentos a olhar para ela e desta vez não foi cobarde também para ignorá-la, porque ela sabe que eu a vejo, mesmo que os meus olhos a ignorem.
Não me importa, que eu tenha sido a amiga atraiçoada e ingénua por ter acreditado na força da amizade.
Continuava a gostar delas como no início.
Estou agora nesta mesa de bar à espera que ela acorde, para lhe dizer isso mesmo “Vamos fazer o que ainda não foi feito” .
Porque amanhã, nem sempre é tarde demais!
(Texto escrito por Daniela Leal para a Fábrica de História, inspirada na música “Fazer o que ainda não foi feito” de Pedro Abrunhosa)
Pensei em deixar de escrever...
Tudo me parecia estranho,
As ideias nao fluíam,
A tinta não escorria,
Nada batia certo.
Pensei em deixar isto,
Pensei parar,
ou terminar até...
Mas a escrita é que me ensina,
A escrita é que me ilumina.
Não conseguiria deixar de escrever.
Quando as mentes se negam a compreender,
Quando os olhos se negam a ver,
E as pessoas a evoluir,
O mundo tem que perecer...
Terra do sempre, 21 de Março de 2010
Não me importo que ninguém saiba o meu nome; não me importo que não notem a minha presença; quero lá saber se não me convidam para as festas a que vão os amigos todos...
Nunca me preocupei com o que dizem, não preciso que chamem o meu nome, se souberem quem eu sou...
Não preciso que notem a minha presença, se afinal o que conta é sentirem a minha falta...
Não me importa que não me convidem para festas de amigos: quando estou com os meus verdadeiros amigos, aí se dá a festa...
Quando falam de mim nas costas não me importo muito... É publicidade grátis, já para não falar que sou o que sou... Não o que os outros acham...
Não procuro viver em harmonia com os outros, mas em harmonia comigo própria... O mundo há-de entender o meu valor, se não entender eu já o entendi... Isso é que importa...
E para todos aqueles, que desejam viver a vida com um sorriso, só deixo um conselho: sejam loucos, vivam cada instante, esqueçam que houve passado, não se lembrem que há futuro e só pensem no presente...
Vivam...
Não se limitem a existir...
Diário de alguém que viveu na terra do sempre...
(História escrita por Daniela Leal para a Fábrica de Histórias)
Helena já estava atrasada. Como líder do grupo feminista, tinha que preparar o seu discurso para este dia tão importante para si: Dia 8 de Março.
Ela era uma extrema feminista: divorciada de 35 anos, odiava os homens e tudo o que tivesse haver com eles... Estava sempre a dizer que as mulheres são discriminadas...
Saiu de casa, apanhou um táxi e dirigiu-se para a conferência... Quando lá chegou estavam as habituais participantes... Já só faltavam cinco minutos para o início... Presumiu que não viesse mais ninguém.
Quando subiu para iniciar a sua oratória viu sentado no fundo da sala, um espectador inesperado: o seu ex-marido.
Sentiu em si um ódio, um calor, uma sensação inesperada... Sentiu raiva, sentiu vontade de lhe dizer tudo que tinha atravessado na garganta... Aquilo seria mais um incentivo para o seu discurso.
Começou:
“Desde sempre que a mulher é discriminada... Desde o início a mulher foi acusada sempre dos crimes mais horríveis; sempre foi posta de parte pelo Homem, sendo considerada incapaz, e menos inteligente”
O ex-marido de Helena, Carlos, levantou-se no fundo do anfiteatro com a mão no ar, a pedir a palavra.
Helena, inicialmente fingiu-se despercebida, mas não tardou a que todo o público começou-se a rodar as suas cabeças para Carlos, e Helena não teve outra solução a não ser conceder-lhe a palavra.
“Pois bem” começou Carlos “ A mulher já foi muito discriminada, é verdade, mas todo o ser humano já foi vítima de discriminação... Muitas mulheres são agora discriminadas, porque assim fazem com que assim seja... Quando as mulheres exigem que seja o homem a fazer isto ou aquilo, porque são mulheres e não é serviço para elas... Porque nos controlam ao máximo, porque dizem que somos homens e temos tendência para trair... Quem está aqui a ser discriminado?
Não ocupam certas profissões porque dizem que isso é de homem!”
Helena não se conteve “Foi por isso que me deixaste?”
Carlos “ Deixei-te porque todos os dias discutias... Todos os dias me atiravas à cara tudo e mais alguma coisa... Todos os dias, me obrigavas a puxar-te a cadeira, a abrir-te a porta do carro... dizias que tinha que ser cavalheiro... Mas , o cavalheirismo tem limites! Na correria do dia-a-dia nem sempre nos lembramos dessas coisas! Porque nem sempre temos tempo para ter uma grande discussão quando chegamos a casa”
Helena depois disto já não tinha palavras.
“Depois disto – disse Carlos – Acham que a mulher precisa de um dia? ! Há dia do homem? Então se a mulher luta pela igualdade de direitos, também não deveria precisar de um dia”
Um a um, saíram da sala todos os presentes. Todos entenderam o que Carlos queria dizer, até Helena.
Pena que as pessoas só percebam os erros depois de os cometer.
(História escrita por Daniela Leal para a Fábrica de Histórias)
Quando se ama não se distingue
Se é homem, se é mulher;
Se é sábio ou louco
Se ama a dor ou o prazer.
Todos se tornam poetas,
Toda a alma acaba por se elevar:
Sobe lá ao Infinito
Ao que teimam Paraíso chamar!
Para o amor não há receita,
A não ser amar e amar...
Desejar, confiar..
Chorar, gritar...
E no fim de tudo isto, ainda amar...
Acham que mulher ama mais?
Pensam que o homem não ama?
Se até o louco mais insano ,
Quando se apaixona, declama!
Venham sábios, ignorante ou filósofos...
Venha quem vier, com resposta para dar...
Sou ignorante...
Não sei se amei ou se quero amar...
´
Quero agarrar o mundo,
Quero sonhar...
E quando encontrar mulher,
Que mais do que um homem consiga amar,
Ou mesmo que o contrário consiga achar,
Hei-de então este poema de novo ler,
E aí rectificar...
Até lá vivo na ilusão,
Que amar é sempre igual:
Basta ser do coração!
Daniela Leal
Hoje cometi o maior erro da minha vida.
Não devia tê-lo feito, mas foi mais forte do que eu: ele estava lá,e eu também ia estar, mas não da maneira que ele esperava.
Coloquei a máscara, a velha máscara... Aquela de sempre... Fingi que era servente... Vi ele a ir com a amante, aquela por quem ele me trocou...
Segui-os até lá cima, e esperei depois de entrarem num quarto...
Aproximei-me da porta, rodei a aldraba... Estavam eles beijando-se na cama... Fui-me aproximando... Tirei o punhal do bolso...
Há uma altura na vida em que todos pagamos pelos nossos actos...
Aproximei-me.
Consegui ver o pânico nos olhos deles...
-Tu? – perguntou ele – Não faças nada de que te arrependas.
“Não me vou arrepender” – pensei eu.
Agarrei no punhal e não pensei duas vezes: apontei-o ao meu peito...
Enquanto caía na imensidão daquele quarto pensei: devia ter-te dado valor, enquanto te tive.
“Sê feliz”- foi o meu último pensamento.
Da mulher que descansou depois da morte.
(História fictícia escrita por Daniela Leal para a Fábrica de Histórias)
Mais um cigarro.
Na imensidão da noite, é difícil viver com a culpa na consciência; é difícil ser olhado de lado; viver escondido: sem rosto, sem nome, sem vida.
Não fez por mal, mas ninguém o entendia.
Naquele dia, tinha saído com os amigos, tinha bebido uns copos, vinha com a miúda mais gira da festa no carro.
-Para onde me levas? – Perguntou ela provocadora.
-Logo verás – respondeu Filipe e piscou o olho.
-Não demores então...
Ele tinha que se despachar, tinha que chegar o mais rápido possível aquele motel, quis lá saber do semáforo!
Estava vermelho mas passou na mesma... Derrepente, um barulho, um toque uma luz.
-Onde estou? – quis saber Filipe.
- Acordou! O meu filho acordou! – gritava a mãe de Filipe.
- Mãe? Que aconteceu?
-Descansa filho, descansa.
Só dias depois lhe deram a notícia: teve um acidente de viação, onde morreu a rapariga que o acompanhava, Luana, e também os ocupantes do outro automóvel com quem chocou: Um casal e um bebé de 10 meses.
Queria morrer. Queria desaparecer.
Foi julgado e levado a tribunal: cumpriu pena de 5 anos e pagou uma caução. Na prisão era calado, não falava com ninguém; não reclamava de nada. Acabou até por sair por bom comportamento.
Saiu da cidade onde morava, foi morar sozinho para longe, para bem longe.
Todos os dias, antes de adormecer via os olhos da rapariga que ia consigo. Lembrava-se do semáforo vermelho, da luz branca e de mais nada.
Queria olhar nos olhos das pessoas que sem intenção matou, queria pedir perdão, queria morrer em vez delas, mas o tempo não volta atrás.
Doía demais.
Os cigarros iam acabando. Iria fazê-lo hoje.
Pegou numa corda deu um nó, atou-a a uma barra de ferro que tinha perto do tecto, deu um nó no seu pescoço, colocou-se num banco.
Era agora, ou nunca.
Largou o banco... Finalmente iria para o lugar merecido.
Mas...
A corda desatou e caiu cá em baixo.
“Eu devia morrer” pensou Filipe.
Chorou.
Não era a sua morte que iria mudar o que fez... Fumou mais um cigarro.
Sabia que todos os dias da sua vida, que durante todas as noite ia sonhar com aquele semáforo... Com aquelas vidas que destruiu: mesmo sem intenção de o fazer.
(História fictícia mas muito semelhante a qualquer outra real, escrita por Daniela Leal para a Fábrica de Histórias. Em memória de todas as vítimas na estrada, e de todos aqueles que por um gesto involuntário destruíram vidas e ainda hoje se culpam por isso).
Desiludem-nos.
Batem portas.
Acabam com sonhos.
Destroem crenças.
Há choro.
Desespero.
Chiu...
Nem mais uma palavra.
Caio no vazio.
Até amanhã.
Era daquelas manhãs em que eu saía atrasada de casa, a correr que nem uma doida, sem tempo para apertar sequer o atacador do ténis. (Sim, eu uso ténis!)
- Olhe lá por onde anda! – resmunguei eu ao homem que passa por mim e nem liga, chocando Detesto esta gente, anda sempre a correr... Pronto, eu também ando sempre a correr, mas não ando a esbarrar contra os outros; quer dizer, normalmente não ando; às vezes ando...
Pronto! Não interessa... Interessa que o parvalhão chocou contra mim, e ainda por cima enquanto eu apanhava os papéis que ele fez o favor de deitar ao chão, ainda o ouvi a rir.
- Deixe-me que lhe diga – disse eu – que o senhor tem cá uma lata...
- Sorry, foi, como se diz, sem querer...
“Oh não!”- pensei eu, “Segunda-feira de manhã, eu atrasada e calha-me na rifa um turista que não vê por onde anda, e que falta extremamente mal português”, mas ainda não tinha olhado para o dito homem.
- Meu Deus! – eu ia desmaiando.
- Tu estar Ok? – perguntou-me aquele belo homem assim (eu já nem respirava).
- Eu estar Ok! Yes! Que faz o Senhor George Clooney numa rua portuguesa?
- Oh! I like Portugal! Mas, eu não saber ainda como se fala bem português...
“Quem me dera ajudar” – pensei eu.
- Eu faço questão de ir consigo tomar um coffee consigo para pedir sorry pelo meu acto.
Bem, numa situação normal uma pessoa finge que não teve problema nenhum, e segue em frente. Mas era o George Clooney! O homem da Nespresso! Parecia um sonho... Como é que ninguém ainda tinha percebido que o George Clooney andava a passear pelas ruas de Portugal? Anda tudo doido...
Nem tive tempo de dizer sim ou não, as minhas pernas pareciam andar sozinhas e fui como George Clooney para o dito café tomar o “coffee” para que fui convidada.
Mais uma vez, quando cheguei lá ninguém o reconheceu... Não, isto não me estava a acontecer... Mas, reparei nos olhares das mulheres em volta, visivelmente invejosas por uma rapariga que usa ténis ter na sua companhia um homem tão elegante.
Sentei-me e ele pediu dois cafés... Fiquei hipnotizada, ali calada a vislumbrar aquela figura de homem.
- Sorry, pelo meu acto. Eu não fiz ... como se diz...
- De propósito! – ajudei eu.
- Yes! That´s it!
Tocou o meu telemóvel. Toca sempre na hora errada, era o meu chefe. Tive que atender.
- Sim, Dany, olhe hoje não precisa de vir trabalhar.
“também não ia” – Pensei eu.
- Decidimos proceder aqui a umas limpezas aqui nos escritórios, desculpe pelo aviso tardio.
- Não faz mal, até amanhã – respondi eu quase aos pulos.
- Algum problem? – perguntou o George com aquele sotaque, que eu achava lindíssimo.
- Não nada demais... Apenas esta segunda feira está a correr muito fora do comum, e além disso de uma forma amazing.
- Good. Não me diga que quase parece um sonho... – disse ele com aquele sorriso maroto.
- Sim! Sonho é a palavra certa... Um sonho daqueles... Uma segunda - feira sem trabalho, acompanhada pelo George Clooney a tomar café? Que mais posso eu pedir?
- E se fosse só um sonho, ficaria chateada? –pergunta-me ele.
- Eu? Eu não! Tomar café com o George Clooney, ainda que seja em sonhos, é fantástico de qualquer maneira.
- E o que importa é acreditar nos nossos sonhos...
-Mas é só um sonho? – perguntei eu.
- What else?
Dito isto, ele estala os dedos e acordo na minha cama. Sorri sozinha. Sim, teve piada!
Olho o relógio 10 horas da manhã e cinco chamadas não atendidas do meu chefe!
Isto sim, iria ser uma diferente segunda-feira.
(História fictícia escrita por Daniela Leal para a fábrica de Histórias)
- Daniela! Poça rapariga! Muito gosto eu de estar a arrumar e tu na cama a dormir...
- Mãe, mas é sábado... – implorava eu.
-Para mim também é sábado e estou a limpar!
Pronto, a minha mãe lá vencia a batalha da manhã de sábado. Saltei da cama, caminho directo: casa de banho. Regressei, fiz a cama. Deixei-me estar em pijama a tomar o pequeno almoço.
-Danielllllaaaaaaaaaaaaaaaa...........
-Sim, mãe! Diz! – desesperava eu.
-Vamos arrumar aquele baú que temos no sótão. E vens assim? De pijama? – inquiriu-me a minha mãe com os braços na cintura.
- Vou mãe! Não me apetece nada vestir-me agora... E além disso, não faz mal nenhum!
-Já não discuto contigo, Dany. Vamos lá.
Passei pelo meu jardim, subi as escadas.
O meu sótão sempre foi um sítio de muitas descobertas. Quando era mais nova, tinha medo. Não achava piada a uma divisão no topo da casa, ainda por cima desabitada e cheia de baús.
Hoje, é passo lá muito pouco tempo. Vou lá de vez em quando.
Mas, a minha mãe com as arrumações do fim-de-semana, arrastou-me até lá! Literalmente... E eu fui.
Lá estava eu, vassoura e apanhador na mão aos tombos com o pó acumulado no chão. Abre a minha mãe o baú que tinha lá em cima, e diz ela com aquela voz de quem sabe que daí a dois minutos o mundo acaba:
-Dany, Dany, Daniela! Anda cá! Rápido! Anda!
Eu fui logo a correr, como era de prever.
Chego e vejo a minha mãe, com um vestido cor de rosa todo aos folhos.
-Não posso crer mãe!
Esta é aquela parte em que fico corada, e começo a lembrar-me das fotos onde já vi aquele vestido...
-Ai, como estavas linda...Aqui metida, no dia do teu Baptismo... A tua madrinha contigo ao colo. Aquele dia que nunca esquecerei minha filha...
“Nem eu” pensei.
Como é óbvio não me consigo recordar desse dia, era muito pequena. Mas, pelas histórias que me contam (e aliás uma destas coisas é evidente numa foto), aconteceram duas coisas muito interessantes:
Primeira, quando o padre coloca a dita água na minha cabeça, eu em sinal de protesto, (talvez porque a água estivesse fria,ou porque eu já tinha tomado banho) levantei a cabeça, interrompendo o processo; o que faz com que ainda hoje os meus irmãos mais velhos gozem comigo!
A outra história extremamente comovente, que aconteceu nesse dia, foi o facto de ter sido baptizada no mesmo dia que um rapaz de três anos, que quando levou com a dita água largou um insulto ao padre! Como vêem mesmo sem me lembrar do dia, só tenho grandes recordações...
-Mãe, por favor não mostres isso a ninguém, os teus outros queridos filhos vão-se lembrar e gozar comigo o resto do fim-de-semana...
-Oh filha! Claro que vou mostrar... é tão bonito recordar...
Escusado será dizer que o meu fim-de-semana ficou arruinado!
(História verídica escrita por Daniela Leal para a Fábrica de Histórias)
Inferno é viver cá na Terra. É dizer que se tem muita pena das criancinhas que estão numa guerra, mas pensar que isso é um Mundo à parte e que não dependerá de si o que lhes acontecer.
Inferno, é viver na sociedade como se fosse uma selva, a tentar aniquilar o seguinte.
Inferno, é querer lutar pelas coisas, e não nos deixarem.
É ser posta de parte, é não ser ouvida, porque se tem uma idade inferior àquela a que as pessoas dão crédito.
Daqui a dois anos escrevo isto, dizem que está bem feito, que é uma visão sobre a vida. Hoje escrevo isto, dizem que é crise de uma adolescente e nem dão crédito.
Sinceramente, estou-me a cagar para o que dizem.
Destino, é o raio de uma palavra feia como o caraças, algo que alguém inventou porque não tinha mais que fazer; uma coisa pela qual as pessoas esperam porque são demasiado fracas para lutar seja pelo que for; é algo que alguém disse que existia e agora que as coisas dão para o torto, que falha o que é certo, já ninguém se atreve a definir.
São coisas estúpidas de se dizer, parvas de se ouvir e ainda mais ridículas de se ler.
Mas tudo bem, eu gostei.
Daniela Leal
Entramos numa confusão de opiniões, num turbilhão de frases soltas, de desculpas esfarrapadas pelo que se não fez hoje, e que se devia ter feito.
Se a vida fosse um livro, não seria importante o número de páginas mas sim a intensidade das suas palavras , que representariam as vitórias do dia a dia, as metas que alcançamos e nem consideramos.
E porquê?
Porque abdicamos de algo que achamos não ter importância, para coisas extremamente importantes. Abdicamos dum sorriso que um bebé nos lança, para não chegarmos atrasados ao trabalho. Porque não dizemos bom dia ao vizinho do lado, pois vamos muito ocupados a mandar as chamadas “SMS” ao amigo com quem estaremos passados dez minutos.
E um dia acordamos e vemos: o vizinho já se mudou para outro bairro, a criança já cresceu e tornou-se num resignável adolescente que nos olha de lado. Mas realmente, foi importante ter chegado naquele dia a horas ao trabalho mesmo sem ninguém ter reconhecido esse mérito; e a “SMS” que enviamos também teve uma terrível importância, visto que nem resposta recebemos.
E agora?
Agora, é tarde para voltar atrás, porque o tempo é como muitos dizem, passa depressa, mas tem essa particularidade de não voltar atrás. Por isso existem aquilo a que chamamos prioridades, e tão mal que as estabelecemos!
As oportunidades que perdemos hoje, alguém as aproveita. Tal como a pessoa que devolveu o sorriso ao bebé e hoje é o melhor amigo dele, a quem ele chama de “confidente”; ou até como quem disse bom dia ao tal vizinho, e hoje ainda o visita na sua nova casa.
Mas os erros cometem-se.
É humano.
Ou animal.
Ou sei lá o que é.
É qualquer coisa. Sei que todos os cometem. Desde os velhos aos novos; das pessoas aos animais.
Mas, há também a tendência de se persistir sempre no mesmo erro. Isso é algo que também costuma ser mais característico dos humanos e chama-se estupidez, ou parvoíce.
Podem escolher.
Se fosse uma doida normal, ou talvez mais velha, que é o que parece fazer-me mais falta (a idade), estaria agora a fumar um “pensativo cigarro” como diria Eça de Queirós, mas não. Estou a comer chocolate amargo, como aquele que vos falei; e à mistura uns rebuçados de fruta.
A música é o famoso “Hotel Califórnia” dos Eagles, a televisão essa está desligada. Não dá nada de jeito e não.
Não vale a pena desperdiçar energia.
Estou com vontade de gritar. De discutir comigo própria, de me zangar, irritar, sei lá.
Apetece apagar tudo o que escrevi até agora, dá um nojo miudinho, uma irritação que não passa!
Páro.
Respiro.
Não apago só porque se o fizesse teria sido tempo desperdiçado aqui, e para tempo desperdiçado já me chega o que deitei fora até hoje.
E já chega também o quão parva me acho por isso.
Mas, já escrevi que chegue, e ainda não falei do assunto inicial: o destino.
O mito do destino. Do livro escrito pelo punho do próprio Deus, que os Calvinistas tanto defendem como verdadeiro, onde está escrito o que acontecerá na vida de cada um. Onde indica a salvação ou condenação de uma alma, o sítio onde está escrito se vamos para o Céu ou para o Inferno!
Para mim isto tem um nome: tretas, tretas, e mais tretas.
Sei, que isto não se deve dizer assim, mas é o que penso.
Não existe Céu, nem Inferno. Tal como não existe Princípio nem Fim. Existe o ser feliz, e o não ser. O errar e o persistir no erro.
Apercebi-me finalmente de que realmente tenho uma década e meia de anos, e que se nesta vida, um mísero segundo faz diferença então não posso julgar ninguém que me diz que dois anos são importantes numa diferença.
Lido bem com a diferença, odeio o preconceito. Enjoam-me as frases feitas... O errado pode ser certo, tal como o certo pode ser errado, tudo depende das lentes que uses.
A maior parte das pessoas perde quem diz amar.
De quem será o erro?
Será do tal Deus que me falam, ou será da parvoíce, da falta de auto-estima e necessidade de controlo das pessoas?
Numa sociedade, em que temos meios de comunicação em abundância, o que faz com que a pessoa fique chateada só porque o companheiro não mandou a mensagem de bom dia, e acha logo que por isso a sua relação está em perigo, já tem que haver outra pessoa, e que a sua testa já não era mais o que era?
É engraçado ver agora, como é que as pessoas conseguem a partir de um acontecimento que tem uma explicação razoável imaginar um outro com um fim muito mais trágico.
Daí todos termos um vidente dentro de nós; só um vidente é capaz de ver em acontecimentos normais da vida, um mau augúrio futuro.
Além desse lado de adivinhação, todos nós possuímos ainda o desejo de protecção por parte daqueles que nos rodeiam. Achamos que os amigos, os namorados (as), os esposos (as), os colegas, são eternos, e mais, achamos que nunca nos vão desiludir.
Ou porque nos prometeram isso, ou porque nós simplesmente assim o entendemos. Mas, num dia mais escuro em que a água empossa nos passeios, reparamos que ela está ali porque choveu, mas mal desperte o sol, ela vai evaporar e amanhã já não estará ali.
Com aquelas pessoas de que falei, passa-se exactamente ao contrário: quando o sol brilha é só olhar ao lado, e estão lá. Mal chova, ou troveje vês que grande parte deles vão embora, e já não voltam... Nunca mais...
É fácil uma pessoa refugiar-se nas páginas da vida, nos infortúnios desse tal destino, nas mentiras do quotidiano e fingir que tudo está bem.
Mas, neste jogo de escondidas que é a vida, nesta peça de teatro sem final à vista, encontramos a verdade atrás de um rochedo, como papel secundário dessa mesma peça dando lugar à mentira, ao choro, ao grito até mesmo ao desespero. Pois uma vida sem verdade faz a alma desesperar pelo sol.
Ouço minha mãe falar da gravidez, de quando eu nasci, da idade avançada dela, dos planos onde o meu nascimento não estava incluído.
Dizem-me que foi “Deus que assim quis”, que foi o destino.
Então que raio é isso do destino, que risca , que escreve, que anda para a frente e volta atrás, sem dar justificações a ninguém?
De onde vêm as pessoas com quem nos cruzamos todos os dias, que não sabemos sequer quem são, mas que vivem ao nosso lado, vão no mesmo autocarro que nós, são funcionários da nossa escola, trabalham no café onde vamos, e não temos sequer a educação de sorrir para eles e dizer um “olá” quando as vemos num local fora do habitual?
Há coisas daquelas do caraças, que acontecem sem motivo, perduram sem razão e acabam por intolerância.
Porque se conhece alguém derrepente, derrepente se gosta dela e derrepente a perdemos.
Demasiadas repetições da palavra derrepente, mas o significado está lá e isso é que importa. Se para alguns, escrever só com vírgulas e pontos finais é estilo, repetições também se pode encarar como tal.
Por minha vontade não estava a escrever isto no computador, odeio escrever num teclado; as ideias não me saem, mas sei que se escrever num caderno, corro mais depressa o risco de alguém ler sem eu querer, ou até quiçá de não saber onde deixei o dito cujo.
Vivo numa casa que é fria como um raio no Inverno. Não tenho lareira, nem o chamado “fogão de lenha”. Passo um frio que me farto, como este agora sentada na cama com o portátil e os pés frios que mete dó.
Sei lá, porque estou a escrever isto.
Apeteceu-me.
E eu faço o que me apetece.
Quando posso.
E mesmo quando não posso.
A maior parte das vezes, vá.
Se calhar o que me deu tanta vontade de escrever hoje, foi uma daquelas coisas que uma pessoa não gosta de ouvir, e ouve.
De quem menos espera.
A história de que precisamos de sorrisos para “abrir muitas portas”, é o mesmo que dizer “faz sexo com o teu superior e sobes de posto” .
Sim, os sorrisos ajudam, são bonitos, mostram o nosso interior. Mas devem ser dados sinceramente, não porque se pode tirar proveito deles.
Não sou pessoa de andar sempre a rir, nem tão pouco de deixar de dizer isto ou aquilo, porque não fica bem.
Pouco me preocupo com essas tretas!
Odeio que me peçam desculpa, não é isso que vai mudar aquilo que as pessoas fizeram, e sim, há coisas que não se perdoam.
Traições, mentiras, falsidades.
Pior do que me pedirem desculpas, só darem-me os parabéns. Já chega darem-me uma vez por ano, não preciso que mos dêem quando faço algo bom, há sempre melhor para atingir, e quem se contenta com os parabéns que lhe dão por algo bom, nunca trabalhará para que lhe dêem os parabéns por algo excelente.
A perfeição existe, e sei-me capaz de a atingir.
Não gosto de coisas doces, para mim o chocolate tem que ser o mais escuro, o mais amargo. O café tem que ter menos açúcar possível. Como o açúcar que sobrar no pacote no fim.
Espero o melhor das pessoas, e não sei como há quem conviva com tanto insucesso.
Não sou capaz de saber todos os nomes das músicas da banda que mais gosto, nem tão pouco decoro todos os poemas que leio, por muito que goste deles.
Tratarem-me por “você” é algo que me faz sentir além de velha, distante da pessoa que assim me trata.
Acredito em Deus, mas não sei o quê ou quem Ele ou Ela é. Não me perguntem. A resposta não será satisfatória.
Agrada-me ouvir as pessoas de quem gosto falarem. Mesmo aquelas que não conheço, mas que me cativam. Era capaz de me sentar ao lado de um sem-abrigo e ficar ali uma tarde, só a ouvi-lo contar as suas histórias.
Ouço o meu pai falar da Guerra de Ultramar, e a minha mãe falar dos namoros do antigamente.
Algo bonito de se ouvir, não de se viver.
Este será um longo post. Irei publicá-lo aos bocados. Aqui estará o início o resto aparecerá nos próximos posts.
Antes eu pensava que era. Depois pensei que não.
Agora acho que é uma treta.
O destino é aquela coisa, que alguém diz que acredita, mas que no dia a seguir acusa de ser injusto, não ser aquilo que alguém sonhou. Eu antes era daquelas pessoas parvas que achava que também tinha voto na matéria e fartava-me de falar e falar, tentar filosofar fazer psicologia barata, até conselhos tentei dar vejam lá! Uma miúda de 15 anos, que não pode ter um emprego ainda, que não pode ver este ou aquele filme no cinema, que não tem idade nem para beber nem para fumar, que não pode entrar num bar ou algo do género, que afinal não tem idade nem para ter opinião sequer... Que raio uma miúda de 15 anos, pensa que está a fazer quando fala e fala, sobre assuntos que nem a filosofia, nem a Ciência ,( a dona das respostas certas e inquestionáveis) conseguiu até hoje dar uma resposta? Qualquer adolescente com aquela idade ia fazer uma piercing, uma tatuagem, ia aproveitar para gastar a mesada naquelas coisas que ainda não tem idade para fazer. Mas eu, como nunca gostei de ser igual, e sempre tive tendência para dizer o contrário do que os outros pensam, e de fazer o contrário daquilo que me mandam, decidi dedicar-me àquela porcaria a que chamam destino e descobrir o que era. Há coisas que não se escrevem... Sentem-se... Tal como há coisas que não se dizem, pensam-se... E há outras que fazemos, e na hora a seguir saltamos fora da jogada e dizemos que está errado e que não se repetirá outra vez. Sou uma croma dos estudos. Muitos consideram-me só a esperta que olham de lado, outros nem se acreditam que sou capaz, duvidam das minhas capacidades e acusam-me de ter sorte em ter umas notas que eles não têm. O cor-de-rosa a mim mete-me nojo. Não da maneira como vou interpretar isto primeiro, eu também visto cor-de-rosa, mas mete-me nojo aquilo que é associado a esta cor. Ou é uma boneca foleira, ou os vestidinhos das princesas, ou a fragilidade das meninas... Tudo coisas, que não interessam nem fazem avançar ninguém. Quanto à música mete-me nojo ouvir “house”, faz-me lembrar os operários da construção civil, quando estão a quebrar tijolo. Acreditem, se estiverem atentos os sons são extremamente semelhantes. Detesto que me façam perguntas daquelas “Estás aqui?” “ Em que estás a pensar?” “estás tão magra! Tens-te alimentado bem?” “Estás a falar as sério?”
É verdade...
Não fumo, não bebo..
Não me drogo
Odeio festas
Cor-de-rosa mete-me nojo
Odeio verdades que se dizem absolutas
Irritam-me frases feitas
Mentiras não perdoo
Falhas não admito
De mim exijo o melhor
Dos outros espero o melhor
Vêm com merdas sobre o que é certo ou errado
Estala-se o verniz sem mais nem para quê
Caem as certezas,
E vem alguém e diz que é mentira!
Que raio é isto?
É um Mundo que anda não sabe como,nem para onde!
Fuck!
Fuck the damn love!
Porque há noite das quais não acordo,
Porque há dias dos quais não aproveito o sol,
Porque há sonhos que agora abomino,
Porque sinto a minha mente ser invadida,
Meu coração ser roubada,
Minha alma ser perdida.
Porque de tudo quero o melhor,
Porque das ideias quero as certezas,
Porque das trevas quero LUZ.
De tudo o que passa quero que fique,
Das lágrimas quero sorrisos,
Dos enganos quero as verdades,
E de tudo quero tudo.
Agora,
Olho Mundo sem coração,
Olho a gente sem alma,
Olho as barreiras que se estendem,
E juro,
Juro hoje,
Cumprirei amanhã.
No sol que amanhece logo logo,
Bem de manhã.
Vai lua,
Leva meu sonho,
Manda no vento a minha resposta. ![]()
Este Natal não quero prendas...
Não quero rabanadas...
Não quero pinheiro, nem presépio...
Quero arriscar...
Quero testar os limites...
Ultrapassar medos...
Quebrar fronteiras...
Arriscar CONTIGO!
Quero-te aqui comigo...
Porque desta vez, não falho...
Fico contigo até ao fim...
Não te quero perder...
Nem isso vai acontecer...
Agora é até ao fim...
Dois lados:
Um e outro.
Dois corações:
Esse e outro.
Uma só razão:
Ser feliz.
Duas opções:
Um sonho.
Uma vida:
Duas escolhas.
Uma escolha:
Um erro.
Uma decisão:
Um infortúnio.
Acreditam no destino?
Eu não acreditava...
Hoje ele bateu-me à porta...
E já perdi a razão.
A dúvida é a certeza...
O não é a afirmação...
E o choro é a alegria...
A noite é o dia...
A lua brilha mais do que o Sol...
A chuva queima...
O calor arrepia...
O silêncio grita...
As palavras calam-se...
A verdade senta-se...
A mentira levanta-se...
Chora agora...
Chora melancolia...
Ri...
Ri, cá dentro...
Quem disse que viver não doía?
Numa cidade distante, lá para os lados de onde o sol nasce, havia uma menina rica que vivia num palácio.
Muitos homens tentavam a sua sorte, esperando que ela por eles se apaixonasse, mas a bela rapariga só tinha olhos para aquele criado.
O criado fingia que não sabia, não queria perder o seu emprego... Mas, dia após dia era cada vez mais difícil fazê-lo.
Até que um dia a princesinha, perguntou ao seu pai:
- Se eu me quisesse casar com alguém mais pobre do que eu, deixava pai?
- Que conversa vem a ser essa? Devias saber a posição que ocupas... Não podes casar com ninguém desses estatutos. Mas, quem te anda a seduzir?
- Ninguém pai, perguntei por perguntar. – Apressou-se a princesinha a responder.
O pai ficou intrigado. Olhou com desconfiança para o criado, que já desconfiava ser o amor da sua filha.
Queria castigá-lo mas não sabia como, pois a sua filha iria virar-se contra si.
Decidiu então, que a melhor opção seria mandar o criado, servir para outra cidade.
Emitiu um Édito, e ordenou que o criado daí a três dias fosse servir para outra cidade. O criado às escondidas foi falar com a princesa para lhe dizer antes da despedida, que também a amava.
- Vamos fugir – pediu a Princesa.
- Se o teu pai descobre mata-me. -Amedrontou-se o criado.
- Não importa, fugiremos no meu cavalo.
À meia-noite desse dia os dois às escondidas foram às cavalariças e no cavalo da princesa fugiram daquela cidade. Ao fugirem a princesa deixou para trás o lenço que trazia no pescoço. As crianças que o encontraram, acharam-no tanto bonito que o disputaram entre elas.
E foi aqui que se inventou o jogo do lencinho da mão.
E a princesa e o criado, viveram...
- Felizes para sempre, já sei avó... – apressou-se Margarida.
-Eu era pequenina, assim da tua idade e já a minha avó me contava esta história, espero q um dia contes aos teus netos.
-Contarei avó.
E ali ficaram avó e neta, o resto da tarde perto da lareira. A avó deliciada por contar as lendas que há muito já conhecia, e a neta maravilhada por ouvir aquelas lendas, que um dia contaria ela também.
(História escrita por Daniela Leal para a Fábrica de Histórias)
Porque tudo vai,tudo volta...
Tudo foi,tudo fica...
O choro foi, o choro vem..
Ele pára, ele grita...
Desta vez disse não...
Não voltarei a dizer sim...
Vai...
Não venhas..
Não retornes...
Não corras...
Não para mim...
Até um dia...
Sabem que por estas bandas o que não falta é disto: uns Gatitos com a mania que são Tigres a rugir como se não houvesse amanhã, e a oprimir os pobres dos Coelhinhos saltitantes que por aqui andam.
Pois bem, aqui em Portugal é o que se passa, mas pelas bandas lá do Iraque onde estes Coelhos são astutas Lebres que não têm problemas em acertar em qualquer Gato com a mania que é Tigre.
Ora então foi o que aconteceu naquele dia, lá no Iraque quando o Gato esfrangalhado americano decidiu armar-se em Tigre, o Rei da selva.
Estava lá sentado, um descontente Coelho Iraquiano que muito elegante e sem hesitar, farto de ouvir a imitação de Gato falar, descalçou os seus ricos sapatinhos e em nome do seu rei leão, pufs...
Os sapatos acertaram em cheio na cabeça lá do Gato que se achava Tigre.
O que aconteceu é que os Cães de estimação do dito Gato que se achava Tigre, se atiraram todos para cima do Coelho que era uma Valente lebre, e o puseram de lá para fora.
Posto isto, o que se faz?
Deixa-se o que se acha Tigre pavonear-se por aí, que daqui a uns tempos o dito Tigre vai ter que dar lugar aí a um belo Gatinho Preto que comprou um cão de água aqui de Portugal.
E eu sei disto tudo, porque esta história já aconteceu há algum tempo e agora estou cá para tirar conclusões:
Porque não é preciso só achar-se, tem que se ser mesmo um Tigre Poderoso; porque um Coelho pode ser bem forte desde que seja astuto como me lebre, e que os cães de estimação mais tarde ou mais cedo vão acabar... Até se calhar estes Cães já foram substituídos pelo Cão de água português...
Quem sabe?
O que importa, é que desta vez o gatito que se achava tigre, teve a sua humilhação pública, porque afinal “Onde Deus está, não dorme...”
(História escrita por Daniela Leal para a Fábrica de Histórias)
“Gato que brincas na rua
Como se fosse na cama
Invejo a sorte que é tua
Porque nem sorte se chama.
Bom servo das leis fatais
Que regem pedras e gentes
Que tens instintos gerais
E sentes só o que sentes.
És feliz porque és assim
Todo o nada que és é teu
Eu vejo-me e estou sem mim
Conheço-me e não sou eu”
Fernando Pessoa
Desculpem, mas hoje apetece-me relembrar estes génios...
Chovia.
A chuva batia no vidro do carro, e eles estavam lá dentro... Patrícia não sabia bem que estava ali a fazer... Estava com ele porque gostava dele, mas sabia que não era assim do outro lado.
Miguel estava ali...Provavelmente teria vontade de a ter, mas não mais que isso... O estranho era ela saber disso, mas não sabe porquê, não se importava... Ou até se importava, mas sabia que aquela era a única maneira de o ter.
No banco de trás daquele carro foram se olhando, dizendo uma ou outra frase sem sentido, até que se aproximaram e se beijaram...
Foram-se beijando... Ele agasalhado com aquela roupa para o frio, e Ela agasalhada também... Mas, naquele espaço já nem o frio se sentia...
Ele tirou o casaco dela, ela a casaca dele... Foram juntando mais os seus corpos... Até se abraçarem por uma vez, e ficaram ali juntos a sentirem-se um ao outro. Até que pararam...
Mas, ele sentado naqueles estofos pretos olhou-a... Agora, mais nada... Nem um abraço...Nem um beijo... Ela olhou-o...
Parecia estar a perguntar-lhe com o olhar o porquê... O porquê de agora pareceram dois estranhos a tocarem-se... De os seus beijos não terem o sabor de antes...
Patrícia quis beijá-lo mais uma vez antes de ir... O carro arrancou e ela beijou Miguel ao de leve nos lábios...
Outrora aquele beijo seria a esperança de estarem juntos da próxima vez, mas agora, para Patrícia foi a certeza da despedida... Ela sentiu-o...
Aventurou-se agora ela no frio do final da tarde... O frio de Inverno...
Sabe que foi a despedida, mas chora esperando o reencontro...
(Texto escrito por Daniela Leal para a Fábrica de Histórias)
À noite na minha janela... As luzes da rua iluminada... Na rua, vão passando carros apressados com quem ainda vai tomar o seu cafezinho antes de ir para a cama.
E eu debruço-me enquanto olho a lua cheia. Está a arrefecer e eu sem casaco. Mas, continuo lá a ver a paisagem. Sinto o cheiro da fresquidão da chuva que aí parece vir... Sinto o cheiro a cozinhados que vem do forno a lenha da outra vizinha... Sinto falta, de ti a meu lado...
Quase adormeço a pensar no que faz a noite tão bela... A escuridão da minha rua não me assusta, afinal a lua está sempre lá... E quando o sol nasce, é para a minha rua que o faz...
O frio aumenta de intensidade, e a vizinhança parece da apagar a luz... Eu porém, fico mais um pouco... Estou à espera que chova... Gosto de ver chover... E quando é aquela chuvinha bem miúda gosto de ficar a ela... Ajuda-me a pensar...
Por isso fico horas e horas a ver chover...
Não perceberam ainda como é a vista da minha janela?
Venham cá e vejam... Porque desta janela, vêem-se coisas incríveis... Histórias que não tenho tempo agora para contar... Mas, se algum dia quiserem ouvi-las peçam que eu conto... Quem sabe até conte uma agora...
Basta pedirem...
(início de uma história escrita por Daniela Leal para a Fábrica de Histórias)
Que te posso eu dizer?
que te posso eu falar?
a verdade é só uma...
Ainda te estou a amar...
A noite é frio
Tudo é inconstante...
Que te posso dizer...
Além de
"AMO-TE"?
É verdade...
AMO-TE!![]()
Estremeci.
Esta mania de quererem entrar tão apressados!
-Já vai! Já vai! – Gritei impaciente.
Eu sei que as pessoas normais, escrevem nos quartos, nas salas...Mas, nenhuma escreve na cozinha... Ou melhor... Quase nenhuma... Eu pertenço a esse grupo restrito que escreve nesta divisão da casa. O estranho é que eu, não gosto lá muito da cozinha.
O que me atrai nela, é que é um sitio pequeno, quente aconchegado, com aquele cheirinho a bolinhos quentes... Mas, de resto...Não sinto ligação nenhuma a este local!
Mas, voltemos à minha história que já estou a divagar... Em que parte fiquei?
Ah! Já sei... Na parte em que disse que já ia...
Certamente, seria um dos meus irmãos, ou mesmo a minha mãe (o meu pai não, esse já está a dormir!) Que estava impaciente para entrar, e eu como sempre com a porta trancada...
Levanto-me e abro a porta.
Ninguém!
“Realmente... Isto de estar a escrever, dá-me alucinações de certeza...” Pensei eu.
Voltei a trancar a porta (que mania a minha); Sentei-me novamente e olhei o longo armário castanho... Um copo de sumo de laranja ia bem... Peguei no copo dirigi-me ao frigorífico no fundo da cozinha...
Sento-me novamente em frente ao computador, desta vez com o meu copo de sumo.
Voltam a bater à porta.
“Outra vez? Esta semana, bem não escrevo nada! Sempre a interromper!”
Chego à porta para abrir, e ninguém novamente...
“Isto ou são alucinações ou é gozo!”
Eu já estava a ficar irritada.
Sentei-me... Agora não me levantava mais! Nem que viesse a vizinhança toda bater-me à porta...
“Já chega! Hoje já não escrevo mais nada!”
Liguei a televisão. Estavam a dar aquelas séries que eu adoro de terror e que sou obrigada a ver aqui na cozinha, porque no meu quarto a minha irmã quer ver a novela, na sala não tenho televisão e a minha Internet é do programa Eescolas não dá para gastar nessas coisas!
A pequena televisão no móvel por cima do frigorífico, estava a exibir uma das minhas séries favoritas, logo tudo o que se passava à volta era literalmente paisagem, eu não prestava atenção a mais nada!
Naquela parte em que o bonzinho da história ia ser atacado pelas costas, voltam a bater à porta!
E eu desato a gritar como uma doida em cima de uma cadeira! O meu pai sai da cama com aquele pijama amarelo com desenhinhos, ao qual eu acho imensa piada, a gritar também ele:
“O que foi? O que foi?”
“Ali pai! Ali fora! Ai!!”
Meu pai avança também um pouco assustado... Abre a porta, e...
Prendi a respiração por um momento.
“Oh filha não está aqui nada! A televisão anda a fazer-te mal à cabeça...”
E foi-se embora, a pensar que a filha mais nova tinha endoidado...
Desliguei a televisão... Já não estava a gostar nada daquilo!
Fui dormir... Ou melhor, mal dormi... A pensar nos sons que faziam na porta.
Quando de manhã voltei à cozinha, estava o meu pai a mexer lá naquelas fitas que se metem na porta de entrada da cozinha.
- Já de manhã a trabalhar, oh Nandinho? (é como eu chamo por vezes ao meu pai).
- São estas fitas! Diz a tua mãe que batiam na porta durante a noite e faziam cá uma barulheira!
“Poça! Pensei eu! Não me digam que tive tão medo por causa de umas fitas mal colocadas na porta”
Também, o certo era que nada de anormal se passa naquela pequena cozinha castanha, isto é sem contar com uma rapariga que ao invés de escreve num outro lugar da casa escreve ali! Mas, pronto...
Isso não é chamado ao caso! J
(História escrita por Daniela Leal para a Fábrica de Histórias)
- Mãe, não gosto!
- Filha... A professora mandou... Sabes que tens... Oh vá lá... Não faças birra...
- Oh mãe! E quando eras tu? Nunca vou ler tantos calhamaços como tu lês! Oh...
Agora, Margarida a sua pequena filha, fez-lhe lembrar os seus tempos de infância.
Sofia, também não gostava nada de ler, nem de estudar quando era pequena... Não sabe até, como se tornou psicóloga.
O tempo passa, e “muda-se o tempo, mudam-se as vontades”, como dizia Luís de Camões...
Também ela quando era pequena, e tinha os seus 6 - 7 anos, lembra-se de ver o seu pai, professor de Literatura ali encafuado em livros e mais livros... Pedia a Deus para nunca ser assim... Mas, tudo mudou por volta dos seus 12 anos...
Quando descobriu a leitura...
Passou as suas tardes de adolescente a ler e ler... Não saía... Não se ocupava com essas coisas... Lia e lia...
Passou da criança que não lia, à adolescente que não fazia outra coisa...
E o tempo passou... Entrou para a Universidade... Formou-se em psicologia...
Hoje, uma mulher casada, licenciada a trabalhar na sua área e com uma filha pequena... Margarida...
Esta, tivera uma vida muito semelhante à da sua mãe enquanto pequena... Também ela vivia numa casa em que os livros abundavam... Mas, ela não parecia fazer muito caso disso...
A professora mandava-a ler um pequeno livro que fosse e ela não queria...
Sofia, não se queria chatear com ela... Mas, identificava-se com a sua filha... Uma pequena rapariga enroscada no sofá a bufar que não queria fazer os trabalhos de casa...
- Não e não mãe! Quero ir para o jardim...- bufava Margarida.
- Depois do trabalho de casa feito! – Avisou Sofia.
-És má! Muito má!
Sofia riu. Como podia resmungar com aquele ser tão terno?
Ainda por cima tão parecido consigo...
- Vá lá, Margarida... Não resmungues filha!
Sofia ria-se para dentro...
A leitura era como um bichinho que ia crescendo bem dentro das pessoas... Margarida ia saber disso um dia mais tarde... quando o bichinho começasse a crescer...
Por agora, cabia-lhe a tarefa da “mãe chata”... Mandá-la ler... Estudar... Ela iria entender um dia...
Quando estivesse no lugar de Sofia... A limpar o pó e a rir... Porque a sua filha não quer estudar!
(Texto escrito por Daniela Leal para a Fábrica de Histórias)
Passo a passo...
Na noite fria...
Pestanejo...
Ergo-me...
Olho em frente....
Encaro a vida assim...
Venha mais um...
Mais outro...
Quantos vierem...
Eu estarei cá...
E vou ultrapassar...
Contigo ou sem ti...
Com ou sem apoio...
Só comigo mesma...
Jurei...
Cumprirei... ![]()
Foste tudo um dia...
Talvez sejas algo agora...
Eras um lugar preenchido...
Agora uma cadeira vazia...
Eras imprescindível...
Agora, só mais uma etapa...
Vivias em meu coração...
Agora em minha memória...
Não sei se lamento...
Não sei se agradeço...
Foi uma página que virou..
Mais um dia que acabou...
Mais uma etapa que passou... ![]()
- Corre! Anda atrás de mim! Vê se me apanhas...
Ele ria à gargalhada...
- Não preciso correr atrás de ti! Tu virás sempre ter comigo! – Respondeu-lhe.
- Que convencido me saíste – bufou Isabel – E eu que queria brincar...
- E brincamos... Mas agora não... Agora anda para mim... Vem sentar-te aqui, toma-me às cavalitas, vamos ver a paisagem... Hoje só quero ver a paisagem – disse ternamente o anão.
- Qual é a coisa que tu vês na paisagem? Só queres ver... Ver... Não gostas de brincar tanto como eu...
-Eu já te expliquei Isabel... Nós os anões, sabemos muito porque vivemos muitos anos, e durante a nossa vida, contamos as nossas histórias aos nossos descendentes... E como temos uma óptima memória, nunca as esquecemos... Isso também nos torna tão especiais...
- Então se já sabes tanto, porque insistes em observar? – quis saber Isabel.
- Porque apesar de tudo o que me possam ensinar, aquilo que aprendemos por nós próprios, tem muito mais valor... E só somos capazes de aprender, quando estamos dispostos a isso... Quando observamos... É importante tudo isto... Entenderás melhor quando fores mais crescida...
-Ohh... Não gosto quando dizes isso... Falas sempre como se eu fosse muito pequenina...- Resmungou Isabel.
-Se há aqui alguém pequeno, parece-me que sou eu! – Riu-se o anão. – “Sou do tamanho daquilo que vejo, e não do tamanho da minha altura”... Sei que dentro de ti há uma grande mulher a despontar...
- Mas, eu queria ser grande... Queria poder voar como os pássaros... Fazer aquelas piruetas como os golfinhos... Esconder-me como as cobras... Correr como os esquilos... Ser forte como as águias... Renascer das cinzas como uma Fénix... – exclamou Isabel sonhadora.
- E então? Porque não? Qual o impedimento? Por muito que digam, os ideais e os sonhos podem mudar o mundo, Isabel... Basta que queiras...
-Mas, é difícil... Oh... Sabes que sim... Eu sou pequenina...
-No entanto, teu coração é grande – cortou o anãozinho.
- E ninguém ouve o que digo...
- Talvez estejas a falar com as pessoas erradas...
- Oh – chateou-se Isabel – lá estás tu a complicar!
- Ouve Isabel – desta vez o anãozinho parecia muito sério – Tu tens força dentro de ti, para lutar por tudo o que queres... Para venceres... Enquanto sonhares, serás invencível... Pois, tens esse poder dentro de ti... E mesmo que chores... Mesmo que rias... Mesmo que sofras ou não... Permaneces com as tuas virtudes...
- Obrigado anãozinho – Agora Isabel parecia à beira das lágrimas...
- Não chores! Olha lá... Já não está na tua hora Isabel?
- Tens razão! Quando estou contigo esqueço-me sempre que é só um sonho!
- Não precisa ser necessariamente um sonho... Tudo o que sentimos desde que seja com sinceridade, é real! Vai lá... Não quero que te atrases para a escola...
Isabel abriu os olhos... Pulou da cama... Não queria da maneira alguma chegar atrasada... “Os ideais e os sonhos podem mudar o Mundo, digam o que disserem”
“Digam o que disserem”...
Ela sabia que sim... E o anãozinho também...
E talvez os outros viessem a saber... Um dia...
(História criada por Daniela Leal, para a Fábrica de Histórias)
Dizem que a vida é feita de flashes e talvez seja...
Há momentos que nos marcam, e por sabermos que eles não se voltarão a repetir, queremos imortalizá-los...
Guardá-los...
Queremos poder revivê-los, nem que seja num flash... Numa foto...
Para mim a minha vida devia ser toda guardada numa foto... Ou num retrato...
Ainda não decidi bem...
Tento fazer com que se não esqueçam de mim... Escrevo um diário...
Mas, a escrita não é o meu forte... Tenho uma paixão e só uma: A fotografia.
Comecei jovem com essa paixão... Jovem? Será que posso dizer jovem?
Não sei se foi assim tão jovem quanto isso... É que eu agora com quase 70 anos, e um cancro no estômago que me ajudou a entender o quão curta é a vida, e o quão pouco aproveitei em certos momentos, me faz parecer que qualquer idade inferior à minha, seja a idade de um jovem.
Passando à frente as minhas lamúrias, vou contar-vos a minha história. Só quero que me prometam que não a contarão a ninguém... Quando digo ninguém, é ninguém mesmo... A vós, que ouvis esta história levai-a como uma lição de vida, mas não a conteis, peço novamente! Não quero que os meus netos, os meus filhos, e até mesmo o meu marido saibam disto. Nunca o contei a ninguém... Faço-o agora, porque ao ver a minha vida ter o seu último “flash”, tenho necessidade de vos confiar isto.
Então cá vai:
Eu tinha 22 anos, era bela, jovem e rica. Vivia numa quinta grande... Muito grande mesmo... Queria namorar... Sair...
Mas, não podia... Por simples razões: Era jovem, era mulher, e era rica.
Um dia o meu pai, encomendou umas fotos da quinta a um fotógrafo qualquer. Só os mais ricos se davam a esse luxo... As fotografias eram muito caras...
Ele chegou lá, e eu estava a bordar na minha sala... Ele era bonito... Era jovem como eu...
Mas, não podia nem olhar para ele... Tinha que esperar que o meu pai me arranjasse a pessoa certa, que parecia não chegar... Por isso, ia olhando disfarçadamente para ele.
Foi então, que eu percebi que algo nele me atraía...
Apesar de não saber o quê...
Passaram-se três dias em que ele continuou a vir à fazenda para acabar a reportagem fotográfica, até que eu ia todos os dias para a sala, bordar... Só para o ver chegar todos os dias...
Até que depois, ele já tinha tirado todas as fotos e nunca mais apareceu... Eu achava que gostava dele... Até que soube que ele morreu... No caminho para casa quando saía da sua fazenda...
Não sei porquê... Chorei... E muito....
Não o conhecia mas chorei...
Não sei se foi amor...
Sei que não mais o esqueci...
Segui a minha vida...
Até ser a mulher que sou hoje...
Mas ele, mesmo sem saber o nome dele...
Foi o maior e melhor flash da minha vida...
Agora, por favor não contem a ninguém...
(história escrita por Daniela Leal, para a fabrica de historias)
“Se consegues manter a calma,
Quando à tua volta todos a perdem
E te culpam por isso...
Se consegues ter confiança em ti,
Quando todos duvidam de ti,
E aceitas as suas dúvidas...
Se consegues esperar sem te cansares por esperar,
Ou caluniado, não responderes com calúnias...
Ou odiado, não dares espaço ao ódio,
Sem porém te fazeres demasiado bom
Ou falares cheio de conhecimentos...
Se consegues sonhar
Sem fazeres dos sonhos teus mestres...
Se consegues pensar
Sem fazeres dos pensamentos teus objectivos...
Se consegues encontrar-te com o Triunfo e a Derrota,
E tratares esses dois impostores do mesmo modo...
Se consegues suportar a escuta das verdades que dizes,
Distorcidas pelos que te querem ver cair em armadilhas...
Ou encarar tudo aquilo pelo que lutaste na vida,
Ficar destruído;
E reconstruíres tudo de novo, com instrumentos gastos pelo Tempo...
Se consegues num único passo
Arriscar tudo o que conquistaste...
Num lançamento de cara ou coroa,
Perderes e recomeçares de novo...
Sem nunca suspirares palavras da sua perda.
Se consegues constringir o teu coração, nervos e força,
Para te servirem na sua vez...
Já depois de não existirem,
E aguentares,
Quando já nada tens em ti,
A não ser a vontade que te diz:
“Aguenta-te!”
Se consegues falar para multidões
E permaneceres com as virtudes
Ou andares entre reis e pobres,
E agires naturalmente...
Se nem inimigos
Ou amigos queridos
Te conseguem ofender...
Se todas as pessoas contam contigo,
Mas, nenhuma demasiado...
Se consegues preencher cada minuto
Dando valor a todos os segundos que passam...
Tua é a Terra,
E tudo o que nela existe.
E mais ainda,
TU SERÁS UM HOMEM, MEU FILHO!!!”
Rudyard Kipling
Era a boneca de todos... A boneca perfeita... Não uma boneca qualquer de trapos...
Não sei porque andava assim... “Cega”! Talvez fossem a demasiada purpurina que trazia nos olhos que me tapavam de ver o que era correcto... Ou o tamanho dos saltos que fazia com que fosse obrigada a ver o mundo de um ponto mais alto, e me faziam desejar pertencer a esse pináculo...
Para quem diz que as pessoas mudam, basta saberem que não mudam...Simplesmente revelam o que são...
Passei de ser a menina que todos desejavam a ser a bonequinha... A bonequinha que passa na rua, que ouve piropos, e que passa em cima de um qualquer respiradouro e o vento lhe levanta a saia... Qual Merlin Monroe...
Agora não passava de nada...De ninguém... De mais uma menina...Mais uma boneca... Que de vez em quando fazia um “programa” com quem melhor lhe pagava.
O que a levou a este ponto?
Fazia aquele caminho vezes sem conta... Todos os dias...
Como uma bonequinha se transformou numa autêntica boneca de trapos?
A vida é assim... Tem este efeito “dominó”...
Causa - consequência...
Erro – consequência...
Infelicidade...
Agora ansiava o passado... Temia o futuro... Desejava o que não tinha... O que já teve...
Chorou... Depois de perder tudo...
Quando digo tudo, digo aquilo que é mesmo tudo... A honra...
Perdeu-a a partir do momento em que o seu emprego foi “andar de cama para cama”...
O que tinha não valia pelo que fazia... Mas entrou naqueles casos, onde se descobre que realmente um círculo não tem princípio... Muito menos fim...
A sua vida era dar voltas e voltas... Em volta do mesmo...
Agora via-me uma luz que vinha a uma velocidade tresloucada, enquanto atravessava aquela estrada...
Que luz seria aquela?
Não se lembrou de ver mais nada...
Só de cair no chão... E ficar tudo negro como breu...
Agora, estava deitada no seu próprio caixão... Foi o fim da “Boneca”...
Só ouvia os meros soluços do padre velho, que fazia o elogio fúnebre... Mais ninguém tinha ido ao seu funeral... Imaginava que talvez, os homens dos “piropos” estivessem ali ao canto, a ver a sua despedida...
Agora ela jazia ali... A sua última morada...
Se vale a pena renunciar à sua honra para ter dinheiro?
Não, não valia...
E Ela era a prova disso...
A boneca de porcelana que se transformou na boneca de trapos...
Jazia agora ali... Sem purpurinas... Sem saltos altos... Sem família... Sem amigos...
Foi a escolha que ela já tinha feito...
A noite cai aqui...
O sol nasce além...
As rosas desabrocham...
Tu partes..
Eu fico...
Caminhos diferentes...
Mas próximos...
Caminhos paralelos...
Mas que se completam...
Faltas cá...
Aqui...
Ao meu lado...
Partes...
Vais com o vento...
Cai a noite em meu coração...
Gela o dia que era que quente...
Pára o coração que outrora batia...
Chora o rosto que outrora sorria...
O tempo passa...
Mas não volta para trás...
Num dia como qualquer outro; numa hora como qualquer outra; num sítio como qualquer outro, tudo era como em qualquer outro sítio...
Há quem diga que o destino está traçado... Há, porém, quem defenda que cada um faz o seu próprio destino...
O certo, é que naquele dia como qualquer outro, e naquele sítio como qualquer outro, aconteceu algo que talvez não acontecesse em qualquer outro sítio.
Chovia abundantemente, e os relâmpagos faziam-se temer quando rasgavam os céus...
Afinal o dia não era como qualquer outro...
Estávamos em Julho!
Não chove nem troveja assim em Julho...
O dia estava bom para estar em casa, no sofá com um cobertor a fazer zapping na televisão e a comer umas grandes tabletes de chocolate.
Quilos a mais?
Não preocupavam! Se chove assim em Julho, é dispensável o corpo perfeito para andar a exibir na praia...
Mudava-se de canal... Estes “pacotes” de não-sei-quantos canais eram a pior compra que Joana havia feito...
Mudava, mudava, mudava... E nada de jeito!
Os 50 €uros que dava por mês... Mais uma tablete de chocolate...
“É que já não chove em Julho!”
Óptimo!
A trovoada conseguiu desligar a electricidade... Agora, tinha que aguentar o som horrível do gerador do prédio a trabalhar...
Definitivamente, aquele não era um bom dia...
Desligou a televisão!
Esticou-se bem no seu sofá, puxou mais o cobertor... Ia dormir...
TLIMMM...
“Oh não!”
Tocaram à campainha... Quem era o imbecil, que num dia como aquele , se lembrava de sair de casa, para ainda por cima, tirar alguém do seu aconchego?
OK!
Respirar fundo...
Levantou-se a arrastar as suas pantufas...
Era o vizinho do bloco de cima...
Já não era mau de todo... O rapaz até era giro... Mas, demasiado snob para o seu gosto...
“Bom dia”- começou ele.
“Só se for para ti”-Pensou Joana.
“Eu sou o teu vizinho de cima, não sei se estás recordada, chamo-me Gonçalo... E acabou o gás em minha casa... E eu precisava mesmo de tomar banho... Importas-te que use a tua casa de banho?”-pediu Gonçalo.
“Usa!”-Respondeu Joana, que não viu outra solução.
Qual não é o seu espanto quando vê que Gonçalo, já trazia a bagagem toda... Já vinha com a toalha, o gel de banho...tudo na mão...
Não comentou... Ia deixar o rapaz tomar o seu banho, virar as costas e ir para a casinha dele, para ver se por fim, Joana conseguia dormir o seu merecido sono no sofá...
Deixou então Gonçalo ir tomar banho, e deitou-se no sofá... Rezou para não adormecer enquanto ele tomava banho...
Ligou a TV. Sempre se distraía...
Pufs...
Desta vez foi o gerador que pifou... Literalmente...
Óptimo! Agora sim... Estava em casa, sem electricidade, e com o vizinho de cima a tomar banho na sua casa de banho...
“Não stresses Joana!” pensou ela. “Tudo se resolve”
Qual não é o seu espanto quando ouve um grito da casa de banho “Joana!”...
Foi a correr à casa de banho ver o que se passava.
“Está tudo bem aí, Gonçalo?”
“Eu tenho medo do escuro! Tenho fobia ao escuro...”
“Só me faltava esta...Um valentão com medo do escuro...” - Pensou Joana
“Ok! Mantém - te onde estás... Eu vou buscar umas velas à cozinha”- disse Joana.
“Mas, agora não demores por favor...”- pediu Gonçalo.
Joana, foi então à cozinha buscar as velas... Parecia a noite do Halloween.
Foi em direcção à casa de banho, com as duas velas em pratinhos pequenos... Ao chegar lá lembrou-se daquela parte em que “Gonçalo estava a tomar banho, e provavelmente, como os comuns mortais, estaria sem roupa...”
Entrou na casa de banho... Virou a cara e entregou-lhe a vela...
“Não precisas virar a cara”- Disse Gonçalo.
Então, Joana virou a cara e vê Gonçalo só com uma toalha à volta da cintura...
“Vou-te arranjar um roupão... é melhor”
Quando ia a sair, ouve-se daqueles relâmpagos que rebentam tudo...
Começa Gonçalo a gritar apavorado e a dar aqueles saltinhos ridículos com as crianças quando vêm ratos!
Agora, vocês estão a pensar: “Vai cair-lhe a toalha!”
Mas, isto é uma história como as outras, mas também tem que ter a sua ponta de originalidade...
Por isso a toalha não cai...
Mas, o que acaba por acontecer é que Gonçalo é levado por Joana para a sala, e veste o roupão que Joana lhe arranjou.
Entretanto, voltou a electricidade...
Gonçalo estava agora deitado no seu sofá a beber um chazinho quente de camomila para se acalmar... Com Joana sentada ao seu lado...
“Obrigado Joana...Já agora...Nunca contes a ninguém sobre esta minha fobia... Por favor...”
“Como queiras...” Respondeu Joana.
Quando pensou que Gonçalo se ia embora, sente ele aproximar-se muito de si...
“Não, Gonçalo...Não me parece...”
Bem... Se isto, fosse uma história como as outras esta era aquela parte, em que eles começavam aos beijos...
Mas, como esta história tem a sua ponta de originalidade, o que acontece é que Joana acorda muito sobressaltada...
Tinha o seu cão Peggy a lamber-lhe a cara...
“Sai daqui Peggy”
Que sonho mais esquisito... Joana só se lembrava de ter ouvido o gerador com aquele barulho ranhoso antes de adormecer...
Sonhar com o vizinho do bloco de cima...
Ao menos sempre podia ter sido uma história interessante, eu sei...
Mas, pronto...
Ficamos com uma história como todas as outras...
(Texto fictício escrito por Daniela Leal, para a Fábrica de Histórias)
I want ask you something: “Why?”
I ask myself about this and I can´t find the answer... Everything was right... But in one minute everything becomes wrong.
But is not your fault of course .The life is a game... And we do our choices... Sometimes we are right... But other times we are wrong, but we can´t see that we are... So we do the same mistake...
In end, we have just one thing... The lost...
When we born, we are cry, perhaps we know in the first minute that our life will be a constantly fight...
So, God... I finish this letter with a wish:
“Tell me what is the next step”
Olham-nos como se fosse proibido...
Como se o nosso amor fosse pecado...
Mas, não é...
Não é a idade...
Não é a diferença...
Não é o preconceito...
A incompreensão...
Nada disto nos pode separar....
Porque te amo..
Não vás por isto...
Mais um dia,...
Mais saudades...
Em sete dias, uma só vez juntos...
As saudades, de quando me despeço...
A fome de te ter...
Fazes-me falta todos os dias...
Estar contigo é o melhor da semana...
Da minha vida...
Predo-me a ti com as correntes do amor...
Entrego-me a ti com vontade de nunca mais te largar...
Me parece um sonho...
Mas, não quero acordar dele...
Quero vivê-lo contigo...
Até À proxima...
Espero muitas mais....
As tuas mãos em mim...
A tua respiração baixa ao meu ouvido...
Teus sussurros para mim...
Teus beijos...
Tua voz...
Estendes-me a mão, que agarro sem porquês...
Olhas-me nos olhos...
Não tenho porquês...
Apenas a vontade de te ter...
De te amar...
De estar contigo...
Olhas-me nos olhos...
Dizes o que sentes...
Fazes o que queres...
E eu peço mais...
Sei que pode não ser certo...
Mas, ninguém me pode condenar...
Chega ao fim da tarde...
Despedes-te...
Um beijo doce...
Até um dia destes...
Morro, depois de ânsia...
De saudade...
De vontade de te ter...
Quando te terei de novo em meus braços?
Quando sentirei de novo teu amor?
O relógio não pára...
TIC-TAC-TIC-TAC
A verdade foge...
A saudade fica...
Espero-te...
Até à próxima tarde...
It´s complicated...And I know that is...
If I could I never leave you...
But the life is so strange... We think that everything is fine, and everything change... At the moment you are everything to me...
And I love you...
I don´t want say : “I love you forever”... Because the life teach me, that nothing is forever...
But you are different... You show me that I could be happy again... You learn me that the love is possible...
You are special to me...
I love you?
I think so... But if one day you hurt me?
I won´t think in future... I want live the present... With you!
A vida é feita de escolhas...
Acordar ou dormir de manhã,
Sair ou ficar na cama...
Tudo isto são escolhas...
Às vezes fazemos a escolha errada...
Ou talvez a mais fácil...
Perdemo-nos no caminho da incerteza...
Percorremos o caminho do “daqui a pouco”
E paramos na casa do “nunca mais”...
Escondemo-nos do futuro hoje,
E somos perseguidos pelo passado amanhã...
A incerteza persegue,
E fugimos à verdade...
Foste tudo um dia...
Hoje não és nada...
Ninguém entendia... Toda a gente é muito liberal, até ao dia em que as coisas acontecem em nossa casa...
Não havia nada de mal naquilo, Ela sabia que não... E Ele também...
Mas, toda a gente acusava, apontava e criticava aquela relação...
Ele era o “preto”que tinha tido a “sorte” de “uma branca lhe passar bola”... A mãe dela não aceitava, o pai não aceitava, o irmão não aceitava... Até o Mundo parecia que não aceitava...
Queriam fugir... Viver... Casar... Ter filhos... Uma família...
Ser feliz... Um com o outro...
Não entendiam aquela união... Aquele sentimento...
Mas, eles sabiam que tudo seria difícil... Que ninguém os apoiava... E que cada dia que passasse seria pior que o anterior...
Não valia a pena alimentar ilusões...De nada valia pensar que seria fácil... Porque não seria...
Viajaram juntos para o México, onde iriam casar... Longe de todos os que os queriam ver separados...
Se o amor ultrapassa todas as fronteiras, eles iriam testar isso mesmo agora... Iriam ver até que ponto o seu amor seria forte... Que fronteiras, iria ele ajudar a ultrapassar? Que muros iria ele avançar?
Será que subiria mais alto que o preconceito? Que a diferença?
Logo, se veria de que seriam capazes...
Chegados lá, não eram obrigados a suportar os olhares de “acusação”, e “crítica”...
Lá seriam um casal como qualquer outro... Pessoas como as outras... E não acusadas de tudo, e culpadas de nada... Como eram antes...
Agora, pareciam que iam ter paz... Que a sua união seria abençoada, e não apontada como um “crime”...
Podia custar-lhes... Podia ser-lhes difícil... Mas, o amor ultrapassaria...
A sua cor era diferente, os seus ensinamentos eram diferentes... As suas famílias eram diferentes, os costumes eram diferentes... Mas, o sentimento era igual...
O amor unia-os... Eles sabiam disso...
“Que não separe o homem o que Deus uniu...”
E Deus uniu-os no amor... Na vontade de partilharem uma vida... Um sentimento...Um sonho...
Juntos atravessariam vales, subiriam montanhas, escalariam penhascos, abraçariam a lua...
Não porque fossem fortes... Mas, sim porque se amavam...
Independentemente da nacionalidade... Ou mesmo da cor...
Estava nas suas mãos serem felizes...
(Texto escrito por Daniela Leal para a Fábrica de Histórias)
Vais estar sempre lá?
Vais ver-me mesmo quando eu estiver escondida?
Vais ajudar-me a tornar os meus sonhos realidade?
Vais dar-me sempre um beijo de boa-noite e jurar-me amor?
Vais sorrir-me mesmo quando eu chorar?
Vais ajudar-me a voar mesmo quando quiser estar no chão?
Vais mostrar-me as estrelas mesmo quando o céu estiver escuro?
Vais mostrar-me a lua e fazer-me tocar no sol?
Vais levantar-me mesmo quando cair e não me conseguir levantar?
Vais limpar minhas lágrimas, nunca me fazendo chorar?
Se fores...
Se fizeres...
Serei tua...
Daqui até ao sol...
Daqui até À lua...
Daqui até Às estrelas....
Daqui até ao teu coração...
Fica comigo... Sorri para mim... E diz-me o quanto me amas...
Agarra a minha mão, leva-me longe...
Faz-me viajar...
Nem que seja em sonhos...
Sábado à noite... A roupa era a mesma, o penteado era o mesmo, o sítio era o mesmo... Só mudava a companhia!!!
Todos os sábados era no mesmo sítio, as mesmas pessoas... Mudava a conquista, mais nada... Mudava o hotel, por vezes... Nada mais...
Para Bianca, a felicidade encontrava-se nos lençóis diferentes cada noite, e na “prenda” deixada pelo seu “acompanhante”... Recusava-se a que lhe chamassem de “prostituta”... Era uma mulher bonita, formada, inteligente... Só faltava emprego para ela... E uma vida assim, tinha os seus benefícios... Ganhava mais numa noite, do que por vezes, se trabalhasse um mês...
Esta noite, seria igual... Seria outra vez... Mais, um “acompanhante” qualquer... Mais um ricaço, na ruas da amargura, com uns 50 anos a fingir que tinha 18... Mas, o cheque ao fim da noite compensava...
Apertou o sapato, ajeitou o cabelo...
Estava pronta!
Entrou no bar... Sentado além... Homem já grisalho... Smoking novo... A brilhar...
«Era ele»... Pensou Bianca.
Aproximou-se do sofá... Sentou-se... Olhou-o...
“Olá”- disse com voz forte o “acompanhante”.
O mundo ia desabar aos pés de Bianca, definitivamente...
“Pai?”
Passavam anos desde a última vez que o viu... Pai ausente... Deixou-a a ela e à mãe...
Todos os meses não esquecia a “mesada” delas... Bem choruda, por sua vez...
Mereceu!
Mereceu que nunca mais lhe falassem, que nunca mais o procurassem...
Nunca soube ser pai... A única função que teve na vida de Bianca foi de “cartão de crédito”... Mais nada...
E agora, estava ali...Em frente a ela... A olhá-la... O cliente daquela noite...
“Naquilo que te tornaste filha!”- disse-lhe ele.
“Como sabias que era eu? Quem te disse? Que querias afinal?»
“ Estive longe... Não ausente... O porquê de isto tudo? Não tinhas um sítio melhor, um modo de vida melhor? Uma forma de seres feliz?”
“E é agora que te importas com a minha felicidade? Quando me abandonaste, quando me deixaste, quando precisei de ti e não estiveste lá... Nessa altura lembraste-te da minha felicidade? Lembraste-te se eu era feliz?”
“Não me culpes, por aquilo que não sabes e que não estás em posição de julgar... Revoltada podes estar, mas julgar não tens o direito! Não mesmo!”
“ Também não podes julgar o que faço... A vida é minha... A minha felicidade sou eu que a encontro!”
Saiu... Não olhou para trás...
Ao se deitar na cama pensou: “Que raio ando eu a fazer?”
A vida pregara-lhe partidas mas ensinara-lhe a ultrapassá-las... Mas, não da melhor forma...
Chorou a noite toda...
De manhã foi ao aeroporto, comprou um bilhete só de ida...
Destino: ÁFRICA...
Estava decidida desta vez em ajudar quem precisava...
Em encontrar a sua felicidade ao ver os outros felizes...
(história escrita por Daniela Leal para a Fábrica de Histórias)
Porque foram muitos anos...
Porque vos amo mais que tudo...
Porque com vocês ultrapassei barreiras..
Saltei obstáculos...
Encarei a vida...
Aprendi que Às vezes as coisas más acontecem Às pessoas boas...
Porque nos temos que separar???
Mas isto não será uma lição???
Quantas vezes nós dissemos:
"não gosto desta turma"
"aqui não há amigos"
Mas por fim encontramos a nossa essÊncia...
Vimos que a nossa felicidade residia nesta turma de 28 alunos...
Para quem pensa que não...
Gosto de todos!!!
AMo-vos todos!
Sem distinção!!!
Porquê agora???
Às vezes as coisas acontecem para nos "testar"...
E a distância vai testar a nossa amizade...
Sinto-me cair...
Na imensidão de um sonho...
Quero alcançar... Mas não consigo...
Falhei...
Até agora busquei ser livre...
Pensei encontrar a felicidade...
Mas, era falsa...
Pensei que sonharia...
Mas, afoguei-me no meio de tantos sonhos...
Pensei que amaria...
E amei... Até demais...
Foi esse o meu erro...
Hoje, choro...
Hoje, rio...
Não sei porquê...
Não vejo razão para tal...
Digam-me agora...
Que se tem afinal, no meio de uma embriaguez de sonhos, de saudades do amor?
O sonho impossível...
A vontade de ter...
O desejo de ficar...
A tristeza de existir...![]()
Dia frio de Janeiro... Um dia como outro qualquer... Como deveria ser... Quarenta e quatro anos...Acabadinhos de completar...
Para uma mulher casada, no ano e 1994, com os três filhos já «crescidos», a vida parecia correr bem...
No fim do jantar, desse dia correu até ao WC... Vomitou tudo o que acabara de jantar...
Seria?
IMPOSSÍVEL! - pensou.
Foi se repetindo a situação ao longo dos dias seguintes...
Decidiu fazer o teste de gravidez...
POSITIVO!!!
Contou à família... Os outros três filhos não reagiram bem... Não era para reagir! Com aquela idade souberam que iam ter uma irmã? Não acharam normal!
Maria, foi então ao médico... O médico foi o mais descontente!
«Com 44 anos??? Grávida??? Quer pôr a sua vida em risco??? A sua e dessa criança... Faça um aborto!»
Maria foi a pensar para casa... Não! O aborto não estava nas suas opções... Não estava não!
«Vou ter este filho...Por muito que custe... Não me interessa se tiver a minha vida em risco ou não...»
Soube então que era uma menina... A previsão de nascimento era para Julho...
Quando ia nos 5 meses de gravidez, começou a ter «perdas de sangue»...
Maria não esquece os olhos da enfermeira que lhe disse: «O melhor que lhe poderia acontecer era ter um aborto...»
«Essa criança pode nascer com deficiências, a senhora pode sofrer complicações que nem imagina...»-dizia o médico.
Mas, iria levar a gravidez até ao fim... Custasse o que custasse...
Chegou-se ao mês de Julho... Mais, precisamente o dia 8.
NASCEU...
«Uma linda menina saudável... » - disse o médico
Maria, olhou-a...Valeu tudo o que havia passado...
Olhou também nos olhos do médico...
Ele sabia o que ela lhe queria dizer...
Acho que hoje, não se arrepende... Os anos já passaram...
Hoje, é considerado «normal», uma mulher que essa idade ter filhos...
Mas, não há quinze anos atrás...
Qualquer pessoa, no seu lugar teria medo...
Mas, ela não teve...
E por essa coragem, digna de uma heroína... Sabia que podia morrer... Mas, queria era dar a vida Àquela que já era sua filha!
Obrigado Mãe!
Se não tivesses essa coragem, hoje certamente não escrevia esta história...
(Texto escrito por Daniela Leal, para a Fábrica de Histórias)
O porquê...
Simetria sem eixo...
Moinho sem mó...
Vento quente...
Água doce no mar...
Tristeza num sorriso...
Alegria num choro...
Falha na esperança...
Quando se descobre um sentido,
E ele nos magoa?
Que se faz nesse momento?
Chora-se?
Ri-se?
Afinal que é a vida?
Um poço de contradições???
O jornal online Portal Lisboa www.portallisboa.net/eJornal promove mais uma iniciativa ligada À literatura, e pedem o contributo de novos escritores.
Se estiver interessado consulte este site, onde certamente serão esclarecidas as suas dúvidas.
A ultima estrela do ceu...
A ultima luz do dia...
A primeira luz da noite...
O sonho que se repete...
Por horas e horas...
O choro calado...
A saudade de não estares...
O frio de não te ter..
A esperança de te encontrar...
O grito de furia...
Porque a vida nos tramou...
O sorriso de tristeza...
A escuridão imensa...
A noite cai...Enfim...
Lá está a primeira estrela da noite...
A última do dia...
Leva com a ela a ânsia de te alcançar...
Choro... Rio...
Grito...Imploro...
Vejo a mesma imagem...
Lá bem ao longe...
Onde não a posso tocar...
Caminho...
Não encontro...
Penso... Não atinjo...
Choro... Não o sinto...
Peço... Não concretizo...
Sonho... Mas não tenho!
Quero... Não quero...
Juro...Minto...
Juro que te amo... Minto quando digo que não...
Só te quero distante...
Não te quero ver mais...
Longe de ti estou bem...
Perto de ti não sei viver...
Talvez um dia, encare teu olhar...
Até lá...
Vivo com míseras recordações...
Odeio amar-te...
Odeio-te por saber que te amo...
Odeio-me por te amar...
Odeio que o meu amor seja algo que se vê obrigado a cruzar com o odio...
Dou-te o que mereces...
A indiferança...
Sim!
É VERDADE!
Também sofro com isso!!
Mas, já me odeio o suficiente por te amar...
Agora não me quero odiar, por de alguma forma ainda te dar amor...
Eras parte de mim...
Vivia por ti, contigo e para ti...
Mas um dia, decidiste que teu caminho não era assim,...
Tiraste-me o chão...
Nunca mais soube como olhar o céu...
Agora para mim és só isso...
O chão que me falta...
Os braços que não tenho...
A voz que não ouço...
Os olhos que não vejo...
A cadeira vazia... Ali ao meu lado...
O lugar perto, no entanto distante...
És o sonho que tenho,
Mas não alcanço...
Quem outrora me fez feliz...
Mas, só me faz sofrer...
Quem não sei se quero,
Mas, sei que amo...
Alguém a quem entrguei o meu amor..
Sem pedir nada em troca...
Ainda me és tudo...
I need you...
I don´t know why... But I need you...
I just won have you like I had on the past...
But sometimes you make me sick...
Really!
I don´t know why... But you make...
May be I know why:
You really hurt me...
But now, I don´t know live without you...
You are a part of me...
You left me when I had the sure that you loved me...
I was wrong... yOU didn´t love me...
But you lose me... When you left me...
DON´T FORGET THIS when you wish come back...
(I know, one day you wish come back, but i won´t stay here!)
Because tonight
will be the night
that I will fall for you...
over again...
don´t make me change my mind...
Because a guy like you is impossible the find...
I don´t know what you did with my heart...
But I know that I love you..
Or may be I don´t know...
The only thing that I know is: «you hurt myself...»
But I don´t know how can I live without you...
But I will learn...
(inicio do poema com a musica fall for you... adaptada)
Quero mais do que o sol...
Quero mais do que a lua...
Quero mais do que a tua voz...
Quero a tua presença...
Quero ter-te a meu lado...
Quero meus sonhos presentes...
Quero meu objectivos cumpridos...
Quero as verdades explícitas...
Quero o sonho vivo...
Quero amar...
Quero sorrir...
Quero chorar...
Quero lutar...
Quero sofrer...
Quero sentir que estou VIVA!
E que nada mais me pode vencer...
Acho que também devo mostrar neste blog (que é um sítio muito importante para mim), deve ter partes a falar de quem mais gosto.. Esta vai ser uma delas...
Mãe- Estás sempre no meu coração... REINAS CÁ DENTRO...
Pai- O Homem da minha vida... Definitivamente...
Sandra-Maninha linda...A minha pipoca^^^^
Fredo- Maninho lindo... tas no meu coração...
Helder-o maninho mais maluco que tenho...LOOL
9ºB- A melhor turma do Mundo...Definitivamente.. .ADORO-VOS!
Todas estas pessoas fazem do meu mundo O MUNDO DANY, um sítio muito melhor... ADORO-VOS a todos...
Fiquem sempre comigo...
VOCÊS DÃO SENTIDO À MINHA VIDA!
Quando queremos simplesmente ser amados...
A vida não deixa...
Quando queremos amar..
A vida não deixa...
Quando queremos ser felizes...
A vida não deixa...
Quando queremos simplesmente viver...
A vida não deixa...
Como naquela música:
«Porque é que a vida nos trama quando alguém se ama?»
Faço também a mesma pergunta...
Lua cheia lá no céu...
Te imploro auxílio...
Mostra-me o caminho porque sigo...
Ilumina-o... mOstra-me a saída...
Diz-me por que sofro...
Traz a felicidade até mim...
Satisfaz meus desejos...
ESperar quem não vem..
é difícil te querer e não te ter...
é dificil te esperar e não te ver...
Porquê?
Porquê?
Me diz então porquê...
Só mais uma vez...
Não me desiludas...
Não é fácil encontrá-la...
Mas o pior...
é mesmo saber onde e como achá-la...
Às vezes senta-se ao nosso lado...
Outras passa...Sem darmos conta...
Muitas vezes, está ao nosso lado...
Mas nem entendemos...
Sei que estará...
Algures...
Em meu coração...
Preciso descobri-la...
ENCONTRÁ-LA!!!
Mas tenho a certeza:
Quando terminar minha busca...
SEREI FELIZ VERDADEIRAMENTE!!!!!!!!!!
Para João, aquele não passava de mais um Carnaval... Mais um, daqueles com grandes festas em casa dos seus conhecidos...
Colocou o after shave,ajeitou os colarinhos da camisa branca e vestiu o blazer peto...
Olhou no espelho: Estava pronto!
Esperava encontrar mais mulheres interessantes... Seduzir mais uma... Para no dia seguinte, a deixar sem dizer sequer um adeus...
Era esta vida que levava, já a alguns anos... A vida de playboy que tinha fazia dele aquilo que as mulheres achavam de sexy: um homem bonito que aos 40 ainda era solteiro...
Hoje, ia a uma festa a casa dos seus grandes amigos Joana e Miguel. Era uma festa de Carnaval, mas este ano não queria mascarar-se... Afinal em toda a sua vida usara uma mascara... De falsidade... Mentia às mulheres que conhecia... Envolvia-as no seu charme... Para as deixar no dia seguinte sem a mínima explicação... Tudo isto por uma estúpida vingança...
Não esquecias as humilhações que passara no liceu... Por ser o «totó», que gostava da rapariga mais bonita da escola... Não esquecia a cara de gozo dela... Quando troçava da sua cara à frente de toda a gente...
O que passara... Aos 17 anos ainda usava aparelho nos dentes... Era muito pobre,logo, nunca podia usar aquelas roupas caras utilizadas pelos seus colegas... A sua vida mudara, quando depois de sair do liceu ganhara uma Bolsa de estudos para estudar no estrangeiro... Foi então para França formou-se em arquitectura, tornou-se num belo homem e começou a ganhar o seu próprio dinheiro... Passados 6 anos de ser formado voltara para Portugal... Aprendera a ser o homem que é hoje: que vive para o trabalho, que finge não saber o que é o amor e para quem as mulheres eram objectos que podia usar e deitar fora...
E naquela noite pensava que seria igual... Mas, o destino, prega-nos partidas... Quando pensamos, que o passado está morto e enterrado... ele volta... para nos assombrar com as passagens da nossa vida que tanto queríamos esconder...
E era isto que a vida ia ensinar a João nessa noite...
Estacionou o seu carro à porta de casa dos seus amigos e subiu para a festa.
- Olá João – saudou-o Joana – Então este ano não te mascaraste?
- Não... Digamos que não tenho tido tempo para me preocupar muito com as festas... Vim a esta porque foram vocês a organizar...
- Muito trabalho não é, João? – Perguntou-lhe Miguel.
-Sempre! Já me conheces!
João olhou para toda a festa e uma das convidadas chamou a sua atenção... Lá bem ao fundo da festa estava ela... Com uma mascara azul... Vestida a rigor para aquela festa...
Aproximou-se dela, e como era seu hábito proclamou ao ouvido dela a sua famosa frase:
-O que faz uma mulher tão bela num sítio como este?
Ela olhou-o... Sorriu novamente trocista... Fez-lhe sinal para fora da festa...
João sabia o que fazer... Esperava mais uns 5 minutos e ia para fora atrás da mulher que acabara de conquistar...
Esperou mais uns minutos e despediu-se dos seus amigos, anfitriões da festa...
Chegou cá fora e não viu ninguém... Aproximou-se do seu carro... Viu um papel colado no pára brisas do seu carro... Pegou nele e leu-o:
«Olá João...
Não sei se ainda te lembras da Sofia... aquela rapariga que tanto gostaste quando andávamos no liceu...
Pois bem sou eu!
Deixei-te este bilhete escrito à pressa porque ao ver-te agora, percebi naquilo que te tinhas tornado... Um «predador»... Não o faças por vingança... Já passou muito tempo...A Joana e o Miguel falaram-me de ti... Por favor ultrapassa essa fase...
Um abraço ,
Sofia.»
João leu aquilo, e sentiu o Mundo cair-lhe aos pés... O destino havia lhe pregado uma partida...
Entrou no carro e pela primeira vez, em já muitos anos, chorou...
A sua máscara havia caído... Não valia a pena continuar a ser o playboy porque era conhecido...
Afinal estava a castigar pessoas que entravam na sua vida, por coisas do passado... Pelas quais essas pessoas não tinham culpa...
Percebeu então que não valia a pena, usar uma mascara durante a vida...
Mais tarde ou mais cedo ela cairia...Para sempre...
( texto escrito por Daniela Leal para a fábrica de Histórias)
Guardo em minha memória,
todos os momentos que passaram...
os momentos de alegria...
De tristeza...
Momentos em que trocávamos confidências...
Momentos em que gritamos ao Mundo o que sentíamos...
Em que choramos juntos...
Mesmo de alegria...
Esses momentos não os esquecerei...
Todos vocês membros do 9B
Estão em meu coração...
ADORO-VOS!!!!!!!
Sozinha fiz minha escolha...
A vida me aconselhou somente...
Tudo acaba bem...
Só temos que acreditar assim...
Faz tu também a tua escolha...
Porque a vida é isso mesmo:
UMA ESCOLHA!
O detino pode separar...
Afastar...
Até quem sabe aproximar...
Mas mais cedo ou mais tarde encontrar-nos-emos...
No mesmo lugar...
Porque no meu destino,
Eu aprendi a riscar...
Tenho páginas passadas,
Escritas a tinta...
Essas não quero...
Nem posso apagar...
Mas aprenderei a viver sem ti...
Fiz a minha escolha....
Virei a página...
Não sei como o amor se pode transformar em tal coisa...
Já nem olhar em teu olhos consigo...
Tu foges quando me aproximo...
Tens medo...
És cobarde!!!
Que sentes afinal?
Ódio?
Ainda bem...
Dizem que o ódio nunca se esquece...
Pode ser que ao menos assim não me esqueças...
Agora tenho mesmo a certeza...
Está na altura de olhar em frente...
Aceitar o que a vida me deu...
Enquanto tiver vida para viver...
Enquanto tiver amor para dar...
Dá-lo-ei a quem merecer...
A vida tirou-me o que havia a tirar...
Mas tenho a certeza que dar-me-à...
O dobro do que eu tinha...
Viverei...
Sobrevirei...
Tudo voltará a ser bom como antes...
Ou até quem sabe muito melhor...
-Vá lá avó! Conta mais uma! - Pediam com impaciência os netos que desejavam a todo o custo ouvir mais uma história contada pela avó.
- Então só mais uma! Já deve estar quase na hora de irem deitar-se!
A avó Genoveva pensava que história havia de inventar agora... Bem tinha que começar por algum lado...
- Está bem avó! Mas agora tens que contar um daquelas tuas histórias!...- pediu o Manelito que era o mais impaciente de todos.
- Era uma vez há muito muito tempo um rei daqueles reis muito feios, que as pessoas lhe faziam uma vénia só para não terem que olhar para ele... Ora, pois bem... Certo dia, esse rei decidiu que precisava de se casar... Mas como ele era muito feio e muito mau, ninguém gostava dele...
Foi então que o rei decidiu convocar um grande Baile... Iam todas as raparigas bonitas do reino... Havia uma em particular que se chamava Maria e que desejava casar com o amor da sua vida. Porém, o rei queria casar com ela, pois queria mostrar a todo o reino que conseguia casar com uma rapariga bonita!
-Que mau! – disse a Maria que não achava bonito que um rei tão meu sacrificasse uma princesa ainda por cima com o seu nome.
- Pois era...- Continuou a avó – Mas quando o rei disse À Maria que queria casar com ela, a Maria ficou muito triste e a partir do dia seguinte, nunca mais ninguém ouviu falar dela... Nunca mais souberam o que lhe aconteceu, só souberam que o rei morreu solteiro!
-E não viveram felizes para sempre? A Maria e o seu amado? – perguntou o Manelito.
- E que lhe aconteceu? Como ficou o amado da Maria?- perguntou também a Maria.
- Não gosto de histórias sem casamentos! – Queixou-se a Lili.
Os olhos d avó brilharam...
- Meus queridos netos, a vossa experiência de vida é curta... Mas a vida há-de ensinar-vos isto: «a vida nem sempre é o que queremos... Acontecem-nos coisas que não têm explicação... Há alturas que até achamos que estamos perdidos neste Mundo... Achamos sempre que a vida não tem pés nem cabeça...Como esta história!»
- Mas esta história não tinha pés nem cabeça? – perguntou o Manelito muito admirado.
- Achas que em alguma história houve alguma vez um rei feio? Ou uma história de encantar sem casamentos? – questionou-os a avó.
Riram todos à gargalhada...
Às vezes é bom ouvir umas histórias um pouco diferentes... Umas histórias sem pés nem cabeça... Um pouco parecidas com a nossa vida...
A avó sentia-se feliz por ter dado aquela lição aos netos...
Foram todos dormir... Antes de se deitar o Manelito disse à Maria:
- Grande história! Realmente há com cada coisa! Olha uma história de encantar com um rei feio e sem casamento! É mesmo...
- Sem pés nem cabeça! – completou a Maria.
Até a avó Genoveva que havia inventado aquela história para divertir os seus netos se ria de si própria!
Realmente a história não tinha pés nem cabeça!!!Nem a história nem o facto de ter inventado uma história assim para crianças...
(texto escrito por Daniela Leal para a Fábrica De Histórias)
Depois de um amor despedaçado...
Nada mais resta enfim...
Mas não quero te odiar...
Porque ainda és quem quero enfim...
Não te imploro... Sou superior...
Não m finjo forte jamais...
Não quero a tua pena...
Não... Nunca!
O meu desprezo....
Só se voltares a brincar com os meus sentimentos...
Agora ignorar-te...
Continuarei a fazê-lo até tu o continuares a fazer...
Não me perguntem porquê...
Sinto que posso mudar a minha vida quando quiser...
Sinto uma nova força nascer...
Vou seguir essa força....
Seguir a minha própria estrela!
Sigam também!
Seguirei minha vida...
Vou até onde o meu coração me levar...
Mesmo que cometa mais erros...
Mesmo que sofra mais...
Mesmo que me perca na imensidão da estrada...
Mesmo que adormeça sem desejar ver o amanhã...
Mesmo que não te volte a ter na minha vida...
Talvez seá melhor assim...
Posso sofrer...
Posso lutar...
Posso chorar...
Mas ao menos não desisti...
Posso desistir seja do que for...
Mas nunca desistirei de mim...
O caminho é em frente...
Mesmo que me leve para longe de ti...
Miguel levantou-se. O relógio marcava 7horas e 30minutos . Mais um dia de trabalho se aproximava.
Precisava de tirar umas férias há muito... Sentia que o trabalho o consumia... Já não tinha tempo nem para aquelas tardes passadas na esplanada com a namorada... Se o dinheiro não lhe fizesse falta já se teria despedido há muito...
Era o chefe de vendas da empresa, obviamente não se podia queixar do seu ordenado...
Ultimamente sentia-se irritado com tudo... Era a fila do trânsito quando ia para o trabalho... Era o patrão que se transformara numa «máquina comandada só para fazer queixas»...
Nessa manhã quando chegou à empresa sentiu uma tensão estranha... Todos pareciam preocupados...
O «Big Boss» havia marcado uma reunião... Reuniu-se com os seus colegas à espera que o «Grande Homem» começasse a falar...
- Bem, - começou o patrão – Não preciso relembrar a ninguém a crise que estamos a passar... Como tal temos que começar a cortar despesas... Lamento muito avisar... Mas vou ter que demitir todos os empregados do departamento de vendas, incluindo o chefe, Miguel Nunes.
O mundo de Miguel caíra-lhe aos pés... Todos os seus planos foram por água abaixo... O casamento que havia planeado, a viagem, o carro novo, o pagamento da mensalidade da casa...
No entanto mostrou-se forte até ao fim... Assinou todos os papéis sobre todo o tipo de burocracias, e recebeu a sua inscrição naquilo que se chamava de «Fundo de desemprego»...
Só não sabia como contar a Liliana... Como reagiria ela?
- Vai pensar que o namorado com quem queria casar é um falhado... – pensava Miguel.
Nesse mesmo dia tinha combinado um jantar com Liliana... O medo enchia-lhe o coração...
No fim do jantar começou:
- Liliana tenho uma coisa para te contar... Se depois disso quiseres sair por aquela porta entendo-te perfeitamente...
- Que estás tu a dizer?
- Hoje o meu chefe despediu-me... Não passo de um mero falhado que recebe o salário mínimo nacional... Agora podes gritar que sou um falhado, que não é um homem destes que desejas para o resto da tua vida... Que não queres saber mais de mim... Podes bater aquela porta e deixar-me aqui a chorar e a encharcar-me na minha própria mágoa...
Liliana olhou-o...
- Não sei como podes pensar isso... Nunca o faria... Não são uns Euros a mais ou uns euros a menos que mudam seja o que for... – Tocou-lhe na mão. – Estarei sempre aqui... Tudo se há-de resolver... Alguém reconhecerá o teu valor... Eu sei que sim...
Miguel contemplou-a... Não valia a pena chorar sobre o leite derramado... Sim, realmente alguém haveria de reconhecer o seu valor... Aquilo de que ele mais precisava Liliana oferecia: amor, alguém a seu lado...
Nem tudo era mau... Realmente Deus escreve direito por linhas tortas... Haveria de arranjar outro trabalho... Teria que viver um dia de cada vez...
E aquele dia ainda não acabara... Iria acabá-lo ao lado de quem mais amava e isso é que importava...
Ficaram ali abraçados... A contemplar a noite... Mais um dia havia de voltar a amanhecer... Ao lado de quem se ama... O seu conhecimento e o seu profissionalismo também ninguém lho podia tirar... E mais tarde ou mais cedo alguém o haveria de reconhecer...
Texto escrito Por: Daniela Leal para a fábrica de histórias
Não faças como eu que já perdi...
Perdi quem amava...
Não a vida não dá muitas oportunidades...
Não desperdices a que tens...
Perder quem se ama é morrer por dentro...
Sinto-me como se tivesse morrido...
Lembro-me do que me dizias...
Do que me davas...
Do que dizias sentir...
Lembro.me das palavras que segradavas ao meu ouvido...
Mas depois?
Foste embora com a lua...
Mal raiou o dia...
Já te tinha perdido....
Agora te espero para voltar a amanhecer...
Só quero que sejas felz!
Só as almas mais medíocres o sentem...
Não me quero tornar numa...
Mas só te peço:
Podes rejeitar o meu amor...
Mas não me faças comçar a odiar-te!
Às vezes desejo fugir...
Para bem longe...
Onde me não possas alcançar...
Onde não precise suportar..
A dor de não te ter...
Onde existem pessoas capazes de amar as outras veradeiramente...
Onde não hajam traições...
Mentiras...
Onde tudo seja puro...
Onde eu possa ter quem me ame!
Quem esteja ali a meu lado...
Quem me sorria nos momentos mais difíceis,
Quem me dê a força que necessito...
Só peço amor verdadeiro...
SERÁ QUE É PEDIR MUITO???
Olhar triste...
Vontade de te ter...
Saber que é impossível...
Vontade de te sussurrar ao ouvido: «AMO-TE!»
Esperar te encontrar de manhã À minha espera...
Saber que é impossível..
Querer lutar por ti.. Mas não saber se tenho força... ou hipótese..
Tudo isto se resume num olhar...
Aquele olhar que demonstro quando meus olhos cruzam os teus...
Nunca esqueças que te amo...
Se já tiveres feito...
Olha nos meus olhos...
Eles recordar-te-ão o amor que sinto por ti...
Pior do que alguém nos abandonar...
é alguém nos desiludir...
A saudade pode passar,
Mas a tristeza acaba por persisitir...
Chorar pode não ser solução...
Mas a alma ajuda a aliviar...
Mas já nem isso consigo...
Tal é a dor de amar...
Dizem que o amor traz felicidade...
E mesmo assim acredito...
Feliz ainda serei...
Enquanto tiver amor para dar...
Triste é não ter quem o retribua...
Dói a alma...
A verdade nua...
De esperar quem não vem...
Quem não quer vir...
Esperarei mas não por ti...
Esperarei pelo amor...
Continuando a amar-te entretanto..
Mas meu amor é sincero...
Não te quero a meu lado só para eu ser feliz...
Espero que sejas feliz...
À tua maneira...
Se te sentires feliz....
SEREI FELIZ TAMBÉM!!!
Cometi muitos erros na minha vida...
Provavelmente cometerei muitos mais...
Mas não cometerei os mesmos...
Disse-te que te amava...
É verdade ainda te amo...
Foi um erro?
Talvez...
Quase certamente...
Mas foi uma das maiores verdades que disse em toda a minha vida....
Dizer que lutarei por ti?
Provavelmente será outro erro...
Mas um erro ainda maior foi o de te deixar partir, sem explicação...
Verdades....
Tudo aquilo que te disse...
Mas o que me disseste tu?
Foram erros ou verdades?
Não sei...
Só tu o saberás..
Todos os dias recordo tuas palavras...
Recorda-as tu também e diz-me nos meus olhos:
«Eram mentira»...
Se o conseguires...
ACREDITAREI!
Por vezes mudamos de pensamento....
Aconteceu isso comigo...
Escrevi neste blog que iria desistir...
E é essa a minha vontade...
No entanto, não posso desistir...
LUTAREI!
Lutarei até não ter mais força...
Até o meu coração me dizer que NÃO!
Até o sol deixar de nascer....
Lutarei!
Mesmo que não vença, dentro de mim nunca haverá a dor de:
«Eu não tentei!»
Mesmo que a minha alma não descanse mais em paz...
Mesmo que chore todos os dias....
Não!
Não serei comodista ao ponto de deixar de lutar por ser mais fácil...
Mesmo que não me ames...
Eu continuarei!
A vida ensina e muito...
Desisti muitas vezes... E por isso perdi quem mais amei!
Não perderei mais!
Lutarei...
Faz hoje um ano....
Há um ano atrás criei este blog... Simplesmente para partilhar um pouco da minha poesia e dos meus sentimentos... Obrigado a todos que por aqui passaram... A todos que comentaram.. A todos que leram... Obrigado!!!! Espero que este blog comemore mais aniversários... Enquanto me quiserem ler, continuarei a escrever...
Obrigado!!!!
«Desistir de lutar por uma pessoa não significa te deixado de amá-la... É ter a simples certeza de tê-la perdido...»
Não sei quem um dia disse isto mas disse-lo bem...
No entanto não desistam se souberem que há esperança... Simplesmente estou farta de lutar e ja não tenho mais forças que me ajudem a aguentar a dor do sofrimento...
Não me disseste porquê...
Foste embora sem me dar uma razão...
Não te culpo por isso...
Fizeste o que dizia o teu coração!
Mas queria só saber porquê...
Se foi erro meu, ou não...
Diz-me...Acalma minha dor...
Desengana meu coração...
De uma só vez levaste minha alma...
E eu me aguentei para não chorar...
Agora sofro no silêncio,
Mas a ti não o vou demonstrar...
Dizes que nunca me amaste...
Mas é mentira sei que sim...
Podes me não querer agora...
Mas sei que teu coração já me quis a mim...
Quando souberes o que é amar...
Nos meus olhos vais dizer...
Nunca me esqueço do que me disseste um dia:
«Não tenhas medo!Nunca te farei sofrer...»
Mentiste, não era verdade...
Como muitas outras coisas que acabaste por dizer...
Uma delas também não esqueço:
«Amo-te!Nunca te vou esquecer...»
Mais uma mentira foi...
Não sei porquê, não digo que não...
Sê feliz pelo menos...
Segue o teu coração...
Mesmo ainda te amando,
DESISTO DE TI!
Agora sê feliz!
Filipa era aquela rapariga… Aquela rapariga que tinha tudo… Tinha dinheiro, família, amigos, rapazes que lhe declaravam o seu amor aos quatros ventos…
Usava e abusava de todos os que a rodeavam… Achava-se suficientemente importante para brincar com os sentimentos de quem a amava… Nunca soubera o que é ouvir um «não»... Da parte seja de quem for…
Ela era agora uma mulher que se comportava tal como uma adolescente na famosa «fase do armário»... Vivia agora sozinha num luxuoso apartamento no centro da cidade... Mesmo com 25 anos tinha uma mesada do pai... Ainda não soubera o quanto custa trabalhar ou até mesmo lutar por algo... Tivera sempre tudo...
Num daqueles dias, como tantos outros em que saíra para mais uma visita a todos os shoppings da cidade, tivera que passar a pé numa daquelas estações de metro onde todos os excluídos pela sociedade, todos aqueles por quem nós passamos e de uma forma ridícula viramos a cara, foi aí que Filipa foi obrigada a deparar-se com o oposto em que vivera até hoje...
Não foi uma nem duas pessoas que lhe chamaram à atenção... Mas sim, aquela senhora que ali estava a olhar envolta no lenço que trazia à cabeça...
O Mundo caiu-lhe aos pés... Algo naquela mulher lhe fizera despertar um sentimento... Não de pena mas de MEDO! Não medo dela mas medo de um dia poder ter um fim assim...
Sozinha...
Isso assustava-a... E muito... Teve medo... Um medo como nunca tivera antes... Medo de perder aquilo a que estava habituada... Num só momento deu valor a tudo o que tinha, como nunca havia dado...
Num só momento viu a vida passar-lhe à frente dos olhos...
O seu passado...A bebé adorada que era e que todos desejavam pegar no colo...
O seu presente... A mulher medíocre em que se transformara... A viver dependente dos outros...
O seu futuro... Uma mulher como aquela que tinha à sua frente... Uma mulher a quem a vida dissera que não... A quem a vida lhe retirara tudo... A quem a vida negara o direito de ser feliz...
«Ninguém merece isto... Todos devíamos nascer para sermos felizes...» Pensava Filipa...
O que ela tinha a mais tinha aquela mulher a menos... Sentia-se a pessoa mais rebaixada do Mundo...
Pegou no seu telemóvel e com a câmara tirou discretamente uma foto ao rosto dessa mulher...
Observou a sua foto até chegar a casa... No seu rosto eram visíveis as marcas do destino... O destino cruel a que fora obrigada a sujeitar-se...
Não sabia porquê mas via ali o seu futuro...
Inscreveu-se numa equipa de voluntariado e começou a procurar emprego...
Observava aquela foto vezes sem conta...
Nunca é tarde demais para mudar... Aquela imagem tinha valido mais que mil palavras...
A vida dá muitas voltas aquela mulher foi o exemplo de que Filipa precisava!
A justiça tarda mas não falha... A vida encarregou-se de justiça na vida de Filipa...
Ela já sabia o que era a verdadeira vida!
E bastou uma só imagem! Uma imagem real... Aquela imagem da tal pessoa que às vezes excluímos mas não por nos acharmos superiores, mas, sim por medo que o destino um dia nos bata à porta e nos obrigue a ser e a viver aquilo que temíamos!
(Texto escrito por Daniela Leal para a Fábrica de Histórias)
«I walk in this empty street on a Boulevard of Broken Dreams»
Esta é a minha rua há já muito tempo...
Foi uma ilusão pensar que alguém me poderia fazer caminhar noutro local...
Mais tarde ou mais cedo...
Eu já sabia...
No meio de tanta mentira... Tanta ilusão...
Eu voltaria a caminhar sozinha...
Mas nada me derrubará...
«i WILL SURVIVE!»
a música ensina muito...
Mesmo que caminhe sozinha sobrevirei...
Nem a poesia nem a lua me abandonarão!
Sou tua...
Apesar de tudo...
Sou tua...
Mesmo que o dia acabe...
Sou tua...
Mesmo com a dor que me causaste...
Sou tua...
Mesmo depois de tudo...
Sou tua...
Mas acima de tudo PERTENÇO-ME!
Quem me dera não ser, mas sim sou...
Não digas nada...
Nada mudará...
Não o esqueço o sofrimento....
De qualquer maneira...
I´M YOURS!!!
Mesmo que o não devesse ser...
À janela vejo a lua... Cheia...
Brilhante como sempre...
Me debruço mais...
A lua sorri...
Sorriso de quem esconde um segredo...
Só ela sabe a essÊncia da vida...
Só ela sabe o que é o amor...
Só ela, Ela e só Ela viu,
A morte da princesa presa em seu castelo...
Que chorava pelo Príncipe que a abandonara...
Conta Lua Cheia!
Conta a história desse Duro amor!
Conta para mim...
Eu juro, que sei o que isso é...
Eu juro que guardarei segredo...
Mais uma noite… Ela chorava, pensando ser incompreendida guardava o terrível segredo dentro de si…
Fora algo que fizera no passado… Falando verdade até nem fizera… Simplesmente o tentara fazer…
Nunca deveria ter pensado nisso sequer… Mas todos cometemos erros…
- Ninguém me pode julgar! O que eu desejara fazer não prejudicaria ninguém além de mim própria… - pensava ela.
Mas Ela enganava-se… Tudo o que fazemos na vida tem consequência na vida das outras pessoas… Pensarmos que os nossos actos são sempre isolados e ninguém sofrerá com eles é um mera ilusão.
Mas Ela sentia-se cada vez mais a afundar-se no seu próprio mundo… Já nada fazia sentido para Ela… E todos os dias ela olhava a lua , a sua única companheira durante anos… E pedia alguém que a amasse verdadeiramente… Alguém que quando soubesse do seu segredo não a deixasse entregue à sua própria sorte… Alguém que estivesse ali, a seu lado…Para o bem e para o mal…
Mas esse alguém não aparecia…
E Ela estava ali deitada… Na sua cama, com todas as luzes apagadas… A tristeza invadia-lhe a alma, e ela sentia-se impotente perante o desejo que sentia: fazer aquilo que no passado tentara mas não acabara… Fazer aquilo que tanto ansiava esconder… Pôr em prática o segredo que guardava… Arranjar uma forma de terminar com a sua dor…
Começou a chover…
As gotas de chuva caíam pesadas como as lágrimas que bailavam em seu rosto… Tudo parecia ter-se tornado claro para Ela… Na sua mente o desejo de atingir o estado de supressão da dor aumentava…
Ligou o candeeiro que se encontrava ao lado da cama…
Pegou na folha de papel e na caneta que tinha mais próxima… Ia escrever porque tomara esta decisão…
Mas pensou para si:
«Porque escreverei eu isto? A quem o escreverei?» «Porque vou consumar o que há muito desejo se eu tento esconder de tudo e todos?»
Pousou novamente a caneta e o papel… Apagou a luz e aproximou-se da única janela que o seu quarto possuía…
Olhou novamente o céu… Era noite de lua cheia…
Ajoelhou-se no escuro e rezou à lua como se reza a qualquer outro Deus…
«Lua minha companheira… Dá-me força para continuar… Não me deixes vacilar… Mantém o meu segredo guardado, até encontrar alguém que seja merecedor e capaz de entender o porquê do desejo que tive e da vontade de o consumar… Ajuda-me a não o desejar mais…
Ensina-me a viver comigo própria… Mostra-me o meu caminho… Afasta este desejo de mim…
Mantém-te a meu lado, pelo menos tu nunca me abandones…»
Ela ficou mais um momento a olhar a lua… Esta brilhou com mais intensidade…
Iria guardar o segredo dela para sempre… E nunca mais a deixaria tentar fazer o mesmo, pois a lua não abandona nem conta os segredos dela… É a melhor confidente e amante de qualquer um de nós, até mesmo Dela, que já não aguentava com o peso do seu segredo sozinha…
Por veze pergunto-me até que ponto levamos o valor que achamos a vida ter...
A vida só tem valor quando alguém nos ama...
Qualquer tipo de amor é importante...
O amor-amizade... O amor-paixão...O amor paternal... O amor fraternal...
Todos esses tipos de amor são importantes...
Mas no entanto é difícil quando nos falta algum deles...
Mas tudo volta a seu devido lugar...
Quando a vida nos tira algo ou alguém a razão é simples:Mereciamos alguém melhor!
Nunca devemos ficar triste porque acabou, mas felizes porque aconteceu... Apesar de existirem coisas que eram melhor não terem acontecido... É triste...
Mas a vida ensina-nos os caminhos verdadeiros quando nós sofremos...
E ensina-nos também a lutar...
Pois o Glorioso não é aquele que vence mas aquele que luta até ao fim!
E eu luto... E a vida há-de ajudar-me...
Não percam a esperança por causa de alguém que não vos merece, e vos pôs triste...
De certeza merecem muito melhor...
Pensem nisso!
Naquela noite gelada
Em que o frio não queria passar,
Algo em minha alma me tocou
E a minha vida fez repensar...
Sonhar ou não sonhar...
A realidade ou a imaginação...
A verdade ou a alegria,
O amor ou a razão...
Se o amor é cego...
O melhor é também não pensar
Sejamos cegos nós também
Mas deixemos o amor entrar...
E quando o coração está ferido...
E já mais nada se quer fazer..
Amar é sempre o melhor....
Pois quem ama tudo pode vencer...
Ideias espalhadas no chão...
Lágrimas perdidas no silêncio...
Lágrimas daquilo que chamam amor...
Juras de amor eterno...
A luz apagada com um só sopro...
Poemas segredados ao ouvido de quem se ama...
E um só toque...
Suave...
Abro os olhos devagar...
Abraço novamente a almofada...
Valeu a pena dormir só para saborear este sonho...
«Tudo vale a pena se a alma não é pequena...»
Eu já havia sonhado com esse dia...
Não só «um dia»...
Mas aquele dia, em que o amor bateu à porta,nem que seja só num sonho...
Beautiful Day..
Amar não é querer...
É lutar por aquilo que se quer...
Não é gritar a todo o mundo o nome de quem se ama...
Mas dizê-lo à pessoa amada no silêncio...
Não é esperar que ela chegue...
É ir ao encontro dela...
Não é desejá-la em seus sonhos...
Mas sim,sonhar com ela todos os dias...
Não é perder um minuto por ela,
Mas sim,não se importar de perder tudo num minuto desde que esteja com ela...
Não é ter a certeza que se ama...
Mas descobrir cada dia...
Não é morrer por quem se ama...
Mas viver por essa pessoa... ![]()
Mais um ano...
Mais sonhos,mais desejos,mais vontades,mais força para enfrentar o que aí vem....
Ou talvez não...
Os desejos serão sempre desejos enquanto ninguém lutar para eles passarem a ser «conquistas»...
Não há impossíveis,mas sim pessoas sem coragem.... E é triste saber isso....
Há sempre alguém que precisa mais,lguém que está pior....Mas,o nosso egoísmo é tal que só vemos os nossos «grandes» problemas....
Juntem esta a mais uma dessas mensagens de novo ano se quiserem mas para mim já é bom saber que o fizeram....
Pelo menos sei que leram...
Um bom ano e CORAGEM....
«NÃO TE LIMITES A QUERER,CONQUISTA!»
Não quero massacrar ninguém com mensagens ridículas de Natal....
Não vos peço paz para todo o Mundo....
Nem que toda a gentetem prendas....
Faço um apelo mais fácil para cada um:
«Tu aí que estás zangado com um amigo...»
«Tu aí que não deste o melhor de ti e deixaste alguém a sofrer...»
«Tu aí que foste egoísta ao ponto de não dizer à pessoa amada o que sentias...»
REPENSA O QUE FIZESTE!!!
MUDA!!!!
Pois as pessoas não se julgam pelos erros que cometem mas pela forma como os corrigem.....
Acima de tudo neste Natal e cada dia da sua vida:AME! DÊ O MELHOR DE SI!!!!
e um Feliz Natal...
Lua cheia de mágoa
Ou tristeza talvez
Magoada pelo sentimento
Cansada pela espera no tempo
Para que seu amor volte outra vez...
Nunca se sabe quem se ama
Tarde, se chega a descobrir
Cai devagar a noite
Enquanto o sol grita
E a lua chora
Por mais um dia estar para vir...
Mais um dia sem seu amor
Mais um dia longe de quem amou
De quem afinal ama e não sabia...
Pela tristeza esguia
Arrependida do que não falou..
Triste sonhadora enganada
Seu momento não soube viver
Voltou seu coração a ser nada
E agora nada mais sabe
Que estas letras escrever...
Lançou sua tristeza ao mar
Para sempre ali ficou
No céu,
Especada à espera
Do amor que não voltou...
A tristeza a invadiu
E acabou por entender:
Não se espera quem não vem
Ficando triste e só, a morrer...
Por fim a lua suspirou...
Nada mais tinha a dizer
Seu amor não voltou
E ela logo entendeu
Que assim já não tinha que ser...
Mesmo assim lá no céu está
Talvez um dia voltará...
Quem sabe mais breve do que pensa a lua...
E mais uma noite passa,
E dói a verdade nua
Na noite que não acaba
Para que chora no meio da rua...
Primeira estrela da noite
Apareceu ainda o sol irradia
Quem me dera a mim saber
Que será e porque seria...
Não digo,pois não posso...
Belas estrelas no céu brilhante
Brilham como o amor no escuro
Ao silêncio dos amantes...
Duas silhuetas na noite
Iluminadas pela luz
Esconde-se o sol, aparece a estrela
Enquanto o dia não reluz..
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